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Emprego industrial: o menor ímpeto

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Na passagem de julho para agosto na série livre de efeitos sazonais, o pessoal ocupado assalariado na indústria apresentou avanço de 0,1%, a oitava variação positiva consecutiva. Na relação mês/ mesmo mês de 2009, o emprego industrial assinalou acréscimo de 5,2%, o sétimo resultado positivo nesta comparação. Nos primeiros oito meses do ano, frente ao mesmo período do ano anterior, houve uma variação acumulada de 3,2%, contra taxa de -5,4% no mesmo período de 2009. A variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 0,5%, a primeira expansão após dezesseis meses de recuos.
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Na comparação mensal (mês/mesmo mês do ano anterior), todas as 14 regiões contempladas pela pesquisa apresentaram acréscimo do pessoal ocupado na indústria. As variações mais significativas ficaram para São Paulo (3,8%), região Nordeste (6,7%), Rio Grande do Sul (8,1%), região Norte e Centro-Oeste (7,9%) e Minas Gerais (4,4%). Nos oito primeiros meses de 2010 quando confrontados ao mesmo período de 2009 todas as localidades apresentaram maior patamar de emprego industrial. Os maiores avanços foram verificados em São Paulo, com expansão de 2,7%, seguido da região Nordeste (5,1%), Rio Grande do Sul (4,3%) e região Norte e Centro-Oeste (4,4%).
Setorialmente, treze dos dezoito setores pesquisados aumentaram o contingente de trabalhadores na indústria contra igual mês do ano passado. Os destaques positivos de maior significância foram: máquinas e equipamentos (12,7%), meios de transporte (9,5%), produtos de metal (9,0%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,8%), calçados e couro (8,0%) e metalurgia básica (12,9%). Por outro lado, entre as atividades que apresentaram queda, o impacto negativo mais relevante sobre o total da indústria veio do setor de vestuário (-2,5%). Contribuindo para o aumento de 3,2% no acumulado do ano, treze dos dezoito setores apresentaram aumento do contingente de ocupados industriais. Os destaques positivos permaneceram vindo de máquinas e equipamentos (6,1%), alimentos e bebidas (2,1%), calçados e couro (6,7%), produtos de metal (5,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,4%), têxtil (6,9%) e meios de transporte (4,2%). Por outro lado, os ramos de madeira (-7,3%) e de vestuário (-1,7%) responderam pelos impactos negativos mais relevantes sobre a média global.
Folha de Pagamento Real. A folha de pagamento real da indústria brasileira apresentou, na relação julho/agosto, já livre dos efeitos sazonais, uma variação negativa de 2,9%, após registrar crescimento de 3,3% em junho e 1,9% em julho. Frente agosto de 2009, verificou-se um acréscimo expressivo de 9,0%, após incremento de 11,3% em julho. Nas variações acumuladas, no ano e nos últimos 12 meses encerrados em agosto, a folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria assinalou crescimento de 6,1% e 2,5%, respectivamente.
Número de Horas Pagas. Houve um avanço no total de horas pagas na indústria na passagem de julho para agosto na ordem de 0,8%, com dados dessazonalizados. Frente a igual mês de 2009, verificou-se ampliação de 6,4%, o sétimo aumento consecutivo nessa comparação. Já as variações acumuladas no ano e nos últimos 12 meses até agosto foram de -4,2% e 1,2%, respectivamente.
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