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Emprego Industrial: estagnação

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Na passagem de dezembro de 2010 para janeiro de 2011 na série livre de efeitos sazonais, o pessoal ocupado assalariado na indústria apresentou pequeno recuo de 0,1%. Cabe salientar que é o segundo mês que a ocupação na indústria registra essa variação. Na relação mês/ mesmo mês do ano anterior, o emprego industrial assinalou avanço de 2,7%, a décima segunda variação positiva nesta comparação. A variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 3,7%, variação superior a dezembro do ano anterior o resultado, que foi de 3,4%. Entretanto, se comparado ao resultado do último trimestre do ano passado (3,6%), podemos observar uma clara desaceleração.
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Na comparação mensal (mês/mesmo mês do ano anterior), das 14 regiões contempladas pela pesquisa, todas registraram avanço na ocupação. As maiores contribuições a média geral foram: São Paulo (2,0%), Minas Gerais (4,2%), região Norte e Centro-Oeste (4,4%) e região Nordeste (2,1%). Em São Paulo, os impactos setoriais mais significativos vieram de meios de transporte (7,6%), máquinas e equipamentos (5,7%) e têxtil (10,6%). A redução no ritmo de crescimento do emprego industrial na passagem do quarto trimestre do ano passado (3,6%) para janeiro de 2011 (2,7%) ocorreu em 12 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Pernambuco (de 5,3% para 0,2%), Bahia (de 6,6% para 3,9%), Espírito Santo (de 5,5% para 3,1%), Rio de Janeiro (de 6,3% para 3,9%) e região Nordeste (de 4,2% para 2,1%).
Setorialmente, doze dos dezoito setores pesquisados aumentaram o contingente de trabalhadores na indústria contra igual mês do ano passado. Os destaques positivos de maior significância foram: meios de transporte (8,2%), de produtos de metal (8,9%), de máquinas e equipamentos (7,4%), de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,6%) e de metalurgia básica (9,0%), enquanto papel e gráfica (-8,1%) e vestuário (-2,8%) apontaram os principais impactos negativos.
Folha de Pagamento Real. A folha de pagamento real da indústria brasileira apresentou, na relação janeiro de 2011/dezembro de 2010, já livre dos efeitos sazonais, variação positiva de 5,1%, após ter acumulado queda de 4,4% entre novembro e dezembro de 2010. Frente a janeiro de 2010, verificou-se um aumento de 7,1%, impulsionado pelo crescimento das contratações em meios de transporte (17,5%), máquinas e equipamentos (12,2%), produtos químicos (11,9%), produtos de metal (11,1%) e alimentos e bebidas (3,7%). Por outro lado, papel e gráfica (-10,9%) e madeira (-2,6%) exerceram os maiores impactos negativos sobre o total da indústria.
Número de Horas Pagas. Houve um recuo no total de horas pagas na indústria na passagem de dezembro para janeiro 0,1%, com dados já dessazonalizados. Frente ao igual mês de 2010 verificou-se acréscimo de 2,8%, com treze dos quatorze locais e onze dos dezoito ramos pesquisados assinalando crescimento. Dentre os locais pesquisados, os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (1,9%), Minas Gerais (5,0%), região Norte e Centro-Oeste (5,8%), Paraná (3,5%) e Santa Catarina (3,0%). Setorialmente, meios de transporte (8,9%), produtos de metal (10,3%), máquinas e equipamentos (7,0%), minerais não metálicos (8,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,7%) exerceram as principais contribuições.
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