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Eleição 2010 não deve afetar as vendas do setor

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2010: ano de eleição. Pelas regras da Justiça Eleitoral, os ocupantes de cargos no governo, em qualquer um dos níveis, devem deixar o posto até 3 de abril, seis meses antes do pleito. Mas a proximidade da data em que os brasileiros devem definir quais serão os novos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da república não preocupa os players da saúde.
O fato do governo não poder publicar novos editais a partir do segundo trimestre do ano alivia os choques nas empresas do setor. “Isso é lei. Então você tem entendimento legal de estar trabalhando sem novos editais e os impactos em projetos que já estão em andamento serão mínimos”, comenta o diretor de Administração e Saúde da Indra, Marcello Palha, ao lembrar que há 10 anos até mesmo as eleições estaduais e federais impactavam bastante nas vendas e trabalhos da empresa por quebra de contratos.
Para garantir a continuidade dos seus projetos e evitar os maus resultados de um ano eleitoral, a Indra tem dedicado uma atenção maior às cidades em que desenvolve trabalhos de ação de compra e venda.
“Parte de nossas soluções mantém o mesmo foco dos anos anteriores no governo eletrônico, segurança pública e saúde, entretanto o nosso cliente alvo muda, passando a ser os governos municipais em detrimento dos governos estaduais porque com esses não teremos muito o que oferecer e fazer a partir de abril”, explica Palha. A estratégia da Indra é dar atenção aos Estados apenas nos primeiros meses de 2010 para tentar consolidar o processo até a data em que os ocupantes de cargos no governo deixem o posto.
Neste ano, a Indra busca atender com prioridade as regiões Sudeste e Sul do País, devido ao número maior do PIB. Um exemplo é o contrato assinado com o município de Belo Horizonte, em Minas Gerais. “Temos tudo muito bem definido para que o ano eleitoral, independente da esfera, não impacte no nosso trabalho”, afirma.
É com a mesma estratégia e confiança na continuidade dos projetos que a Intersystems planeja as vendas de novos contratos em 2010. A política na saúde é vista pela empresa numa esfera municipal e as eleições desse ano devem afetar de forma minoritária os seus trabalhos, segundo o diretor geral da Intersystems para a América Latina, Carlos Eduardo Kulh Nogueira.
“Na área pública temos projeto no Distrito Federal que é o GDF, e ele vai continuar normal. Nosso foco é seguir trabalhando, dificilmente vai ter ruptura em qualquer projeto”, conta Nogueira.
Embora os executivos apostem num bom ano de vendas e contratos, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a situação da saúde em Mato Grosso, o deputado estadual Sérgio Ricardo (PR) afirma que os problemas em Cuiabá se dão por conta das divergências político-partidárias.
No entanto, o deputado garantiu que a investigação será levada adiante e não cederá as pressões políticas que deverá aumentar em 2010 por conta da proximidade com as eleições.

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