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Einstein inaugura equipamento para diagnóstico de lesões no intestino

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O Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), de São Paulo, inaugura hoje a divisão da Cápsula Endoscópica, um equipamento de U$ 60 mil que permite o diagnóstico minucioso das lesões no intestino delgado. Através de um método ambulatorial e não-invasivo, portanto mais confortável para o paciente, é possível alcançar uma região do corpo que até então não era examinada com tamanha precisão. Além disso, a última versão do aparelho adquirida pelo hospital, possui um sistema de localização espacial (tipo GPS) que facilita a localização exata do ponto de sangramento ou da lesão encontrada. Por isso, este procedimento tem enorme aplicação nos pacientes com anemia (principalmente por sangramento oculto) e nos distúrbios de absorção, como na doença de Crohn, nos tumores e nas infecções crônicas do intestino delgado.
Desenvolvida por técnicos israelenses, a cápsula tem cerca de 25 mm e possui uma pequena câmera que tira duas fotos por segundo enquanto “viaja” pelo aparelho digestivo. O exame dura oito horas e, enquanto isso, o paciente mantém normalmente suas atividades diárias. Cerca de 55 mil fotos são obtidas neste processo e os dados são transmitidos através de sensores fixados ao abdômen do paciente para um gravador (Data Recorder) preso a um cinturão.
Em seguida, o Data Recorder é processado no RAPID Workstation, um programa que permite ao médico visualizar e analisar o intestino delgado por meio de um filme de vídeo. O recurso possibilita o “congelamento” das imagens e o arquivo em CD.
De acordo com o coordenador do Departamento de Endoscopia do HIAE, Prof. Dr. Arnaldo José Ganc, este serviço representa um enorme avanço no diagnóstico nas doenças do aparelho digestivo e coloca o HIAE na absoluta vanguarda neste segmento. ?Além de ser um método totalmente indolor, teremos a chance de solucionar 60% dos casos de hemorragias ocultas, não diagnosticadas por outros métodos de imagem e de má absorção?, ressalta.
Esta revolução no diagnóstico das doenças do intestino delgado já representa aproximadamente 50 mil estudos pelo mundo, principalmente nos Estados Unidos e Europa.

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