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Eficiência energética: um passo necessário

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A eficiência do consumo da energia – gerada a partir de fontes renováveis ou não, em indústrias, na construção civil ou em transporte – é fator determinante para o desenvolvimento sustentável. Ao se constatar o que muitos países já estão adotando como práticas de eficiência energética, evidencia-se que o Brasil precisava avançar muito nessa questão. Esta Análise traz um breve resumo da Carta IEDI divulgada hoje, a qual destaca a importância da eficiência no consumo de energia nas políticas de desenvolvimento dos países centrais e emergentes e levanta quais são os desafios, as oportunidades e as políticas da eficiência energética para o Brasil.
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A eficiência energética diz respeito ao menor consumo de energia para um mesmo produto final e está geralmente associada a novas tecnologias e a melhor organização e gestão de recursos. Consumir energia de forma eficiente é um imperativo no contexto dos desafios enfrentados pelo setor energético de qualquer país, tais quais: segurança energética, redução de custos energéticos ou combate à mudança climática. O avanço em eficiência energética se mostra atrativo por se tratar de uma opção custo-efetivo: qualquer investimento em eficiência gera retornos, neste caso por meio de economias futuras de energia.
Para um país, os custos associados à transição para um modelo de maior eficiência energética, mais que competitivos, são baratos se considerados no longo prazo, quando comparados aos custos da dependência de combustíveis fósseis. Ao calcular os custos de extração, produção de equipamentos, combustíveis, resíduos e restauração de áreas devido à utilização ineficiente de energia fóssil, a eficiência energética se torna uma alternativa significativamente mais barata.
O Brasil, de acordo com o último Plano Decenal de Expansão de Energia 2010-19, deve observar uma expansão da oferta total de energia elétrica da ordem de 54 GW no período compreendido entre 2010 e 2019, para atender a crescente demanda por eletricidade no país, que, em 2010, voltou a recorrer às termelétricas para compensar os baixos níveis de reservatórios nas hidrelétricas nacionais. O mesmo plano prioriza grandes investimentos em novas hidrelétricas e termelétricas, enquanto confere papel menos importante às fontes renováveis e à eficiência energética, essa última responsável por garantir, por meio da conservação de energia, somente 4,3% do consumo total de energia e 3,2% do consumo de eletricidade no País, no ano de 2019.
A pouca atenção dedicada aos benefícios da eficiência energética por parte do governo brasileiro não condiz com a realidade apresentada para o seu consumo de energia. Os números para a indústria brasileira demonstram estar na eficiência energética a solução mais viável, tanto econômica quanto socioambientalmente, para atender suas necessidades energéticas, colaborando para a postergação de grandes investimentos em infra-estrutura de geração de eletricidade e obtenção de combustíveis fósseis, inclusive oferecendo tempo inferior de payback em relação à utilização de tecnologias já disponíveis comercialmente.
O caráter amplo e de aplicação multi-setorial da eficiência energética permite que benefícios sejam auferidos em diversos segmentos da sociedade, com o emprego de diferentes políticas, desde programas de etiquetagem e padronização até mecanismos fiscais e creditícios que impulsionem e direcionem os investimentos na área.
Um dos setores que observa maior movimentação, em todo o mundo, com relação à eficiência energética é o da construção civil, a partir de iniciativas públicas e privadas. Nessa área, o Brasil apresenta fraqueza na legislação existente e em seu enforcement. Todavia, a conscientização do público e o incentivo a tecnologias mais limpas e que consumam menos energia é especialmente importante, dado que de 80% a 90% do consumo de energia de um prédio se dá durante a fase de operação do mesmo.
A discussão acerca de ecoinovações e eficiência energética também permeia o setor de transportes, principalmente com relação aos veículos elétricos (VE) e híbridos, os quais apresentam tendência mundial de crescimento. Os ganhos de eficiência são, em geral, três vezes maior em VE relativamente a um modelo semelhante com motor à combustão.
A conquista de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável no Brasil passa também pela capacidade do país de inovar. Investimentos em inovação já são prioridades em alguns países em desenvolvimento, como China e Índia, os quais viram na economia verde a possibilidade de tomarem à liderança do desenvolvimento nas próximas décadas, atuando como locomotivas para crescimento. O Brasil tem tudo para seguir essa trilha e, para tanto, precisa oferecer os incentivos corretos para que a inovação voltada à economia verde deslanche.
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