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Edwards divulga estudo sobre durabilidade de válvulas biológicas

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A Edwards Lifesciences, fabricante de válvulas biológicas e fornecedora de produtos e serviços para o tratamento de doenças cardiovasculares, anunciou recentemente o resultado de um estudo que comprovou a durabilidade de 20 anos da válvula cardíaca de pericárdio bovino na posição aórtica. O estudo, que envolveu cerca de 250 pacientes, entre 21 e 86 anos, que receberam o implante no início dos anos 80, foi realizado em conjunto com quatro instituições médicas americanas. Os resultados do estudo foram apresentados durante o 83º encontro anual da American Association for Thoracic Surgery (AATS), em Boston.

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Os dados indicam que pacientes de 60 anos ou mais, que receberem o implante da válvula Carpentier-Edwards de pericárdio bovino, terão 90% de chance de não precisar de uma nova válvula durante 20 anos. Além da durabilidade, o estudo demonstrou que a válvula evita uma série de complicações, incluindo hemorragias, tromboses e infecções. Como o estudo indica, a válvula Carpentier-Edwards proporciona resultados positivos, tanto de durabilidade quanto de performance e qualidade de vida do usuário, o que a coloca como a melhor escolha, em relação às válvulas mecânicas e porcinas, para pacientes que precisam deste tipo de implante. As biopróteses porcinas duram menos que as válvulas de pericárdio bovino Carpentier-Edwards, enquanto as válvulas mecânicas condicionam o usuário a tomar anticoagulantes durante o resto da vida.

Outro dado animador é o fato do estudo mostrar a durabilidade desta válvula na posição aórtica, que é onde ela sofre mais tensão. Sob este aspectos, podemos deduzir que na posição mitral ela duraria os mesmos 20 anos ou mais, já que a válvula mitral sofre menos tensão do que a aórtica. 

 
Apesar do estudo focar pacientes de 60 anos ou mais, que são a maioria dos que precisam de um implante de válvula cardíaca, e da comunidade médica indicar a válvula de tecido bovino para pacientes acima de 60 anos, cada vez mais pacientes jovens escolhem esta válvula, por permitir um melhor estilo de vida. A válvula normalmente indicada para jovens é a mecânica, que condiciona ao uso vitalício de anticoagulantes, além de impedir a gravidez, no caso das mulheres. Em janeiro deste ano, a equipe cirúrgica Cardiocentro, de Brasília, foi responsável pelo implante de uma válvula de pericárdio bovino Carpentier-Edwards, na posição mitral, em uma mulher de 23 anos. 

Estas notícias vão de encontro a um trabalho publicado em março de 2003 no Journal of the American College of Cardiology, que conclui que as válvulas de pericárdio são uma opção para pacientes com menos de 60 anos. Até então, o American College of Cardiology e a American Heart Association Practice Guidelines recomendavam o uso de válvulas biológicas para pacientes com mais de 65 anos e válvulas mecânicas para pacientes com menos de 65.

A doença cardiovascular é a primeira causa de morte no mundo e está entre as três doenças que geram maior custo em quase todos os países. Há cada ano, mais de 300 mil pessoas no mundo passam por cirurgias para tratar de disfunções da válvula cardíaca. Em muitos casos, cirurgiões optam por trocar a válvula com problemas por uma válvula biológica produzida com pericárdio bovino ou com tecido porcino , ou por uma válvula mecânica, feita de metal e carbono. 

 Em virtude dos benefícios para a qualidade de vida do usuário, os especialistas e seus pacientes optam cada vez mais pelas válvulas biológicas, o que faz com que este mercado seja o que mais cresce entre os produtos para o tratamento de válvula cardíaca nos Estados Unidos.

A Edwards Lifescences é líder mundial no mercado de US$ 800 milhões/ano de implantes de válvulas cardíacas e a válvula de pericárdio bovino Carpentier-Edwards é a primeira e única projetada usando biomecânica. As válvulas biológicas representam 55% de todos os implantes de válvulas realizados no mundo, sendo que nos Estados Unidos este percentual é maior. A Edwards comercializa aproximadamente 2/3 de todas as válvulas biológicas implantadas no mundo, além da válvula mecânica Edwards Mira, lançada recentemente no Brasil. 

 

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