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Educação continuada em radioterapia

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O Programa Nacional de Formação em Radioterapia, desenvolvido pela Fundação do Câncer, iniciou nesta segunda-feira, dia 7 de agosto, sua segunda fase de atuação, no Rio de Janeiro. Com o modelo de educação continuada, 76 profissionais de instituições do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e do próprio Rio de Janeiro participaram de atualização em radioterapia no módulo com foco em tumores de mama e ginecológicos. O professor Carlos Eduardo Almeida, coordenador científico do Programa, destacou a importância das aulas conjuntas para médicos rádio-oncologistas, físicos-médicos, técnicos e enfermeiros, em uma ação multidisciplinar que promove a troca entre equipes que se complementam no tratamento de pacientes.

“É hora de atuar na educação das equipes e não com profissionais isoladamente. É a compreensão da importância da ação coletiva que leva ao sucesso, pois quando as transições e a divisão das atribuições não estão claras para todos os envolvidos no tratamento, os resultados podem não ser os desejados”, afirmou o professor Carlos Eduardo.

O Programa de Educação Continuada em Radioterapia (Pro-Rad 2) acontecerá também em outros três polos: São Paulo (SP), Brasília (DF) e Fortaleza (CE), em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e com os hospitais Sírio-Libanês (SP e BSB) e Instituto do Câncer do Ceará (CE). Ao todo, serão três módulos aplicados em cada polo, mais de 30 professores e envolvidos em aulas práticas e teóricas.

“Para Fundação do Câncer, que há mais de 25 anos atua no controle do câncer no país, é um motivo de muito orgulho treinar recursos humanos em radioterapia. É uma etapa essencial para tratar com eficiência e qualidade o enorme número de pacientes oncológicos no Brasil”, disse o médico Luiz Augusto Maltoni, diretor-executivo da Fundação do Câncer.

A médica patologista Alessandra Nascimento, diretora do Serviço de Anatomia Patológica da Rede D’Or destacou a importância dessa primeira aula, como uma oportunidade para os participantes, apresentando uma visão muito geral de como o câncer é tratado, diagnosticado e visto por diferentes especialidades é fundamental. “Tratar sem entender com o que estamos lidando é uma desvantagem. Não basta saber somente da nossa área, entender um pouco das outras áreas subsidia o meu trabalho e vice-versa”, afirmou.

O físico Vinicius Santos, que atua no Hospital Hinja, em Volta Redonda, espera ter uma abrangência maior de biologia e patologia. “Quero ampliar o conhecimento da parte anatômica, que é base para o tratamento. É mais uma atualização que a gente sempre busca ter, sem falar na troca de experiências com profissionais da mesma área e de outros com bastante vivência no tratamento da doença”, afirmou.

O módulo mama e ginecológico acontece até sexta-feira, dia 11 de agosto. Os próximos terão foco nos tumores de cabeça e pescoço e geniturinário.  Até o momento, 320 pessoas já passaram pelos cursos oferecidos na primeira fase do Programa Nacional de Formação em Radioterapia.

 

       
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