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Driblando a concorrência

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Atendimento humanizado e resolutividade. Essas foram as palavras de ordem da Unimed Volta Redonda, do Rio de Janeiro, quando a diretoria lançou o projeto de construção de um hospital próprio. Com 80% de aprovação pela Assembleia, o plano tem como finalidade o diferencial para o cliente da operadora. “Com isso também pretendemos reforçar a nossa marca e dar um diferencial em relação à concorrência, além de equacionar melhor nosso custo de atendimento sem perder a qualidade”, explica o diretor da Unimed Volta Redonda e responsável pelo hospital, Vitório Moscon Puntel. A sinistralidade da cooperativa em 2009 foi 80% e a expectativa é que o hospital auxilie na redução de 10% no primeiro ano de funcionamento.

Com investimento de R$ 25 milhões, sendo metade destinado para a construção de obra física e civil e a outra parte para a aquisição de equipamentos, o projeto teve início em outubro de 2008 e deve ser concluído ainda no primeiro semestre de 2010.

O hospital deverá consumir cerca de R$ 1,5 milhão mensal com previsão de retorno financeiro a partir do segundo ano pós-inauguração. O projeto arquitetônico foi terceirizado para uma empresa paulista, enquanto a cooperativa se dedicou aos projetos complementares como, por exemplo, parte de obras. “Nós montamos um departamento de compras e procuramos, na medida do possível, contratar mão-de-obra na região em que estamos instalados. É uma forma de fazer parcerias com a própria comunidade”, destaca.

Voltado para o atendimento de alta complexidade, o grande diferencial do hospital é o espaço físico, que inclui o Centro de Vida Saudável – com pista para caminhada e academia ao ar livre. Construído em uma área de 36 mil m2, a unidade hospitalar da Unimed Volta Redonda conta com programas desde medicina preventiva até atendimento domiciliar. “Esses serviços têm uma grade completa de atendimento para que o paciente tenha seu problema equacionado sem precisar se deslocar.”

Com 120 leitos, sendo 82 de internação, a área verde faz parte de todo o projeto de construção do hospital. Todos os apartamentos vão ter acesso à natureza. Além de ser considerada uma característica interessante, Puntel destaca como um diferencial diante do objetivo de ser referência para as outras cooperativas médicas do sistema Unimed.

O empreendimento também terá seis leitos de pós-operação de alta complexidade e 15 leitos de CTI. Divido em dois pavimentos, o hospital deve receber um laboratório interno, além de montar um posto de coleta no centro da cidade para atender a clientela.

O executivo estima abrir as portas da unidade com o pronto-socorro e a emergência funcionando 100%. “O centro cirúrgico, por exemplo, deve iniciar com cinco salas. Queremos ter uma ideia de demanda, mas nosso espaço tem capacidade para até 10 salas”, conta. A expectativa é que o pronto-atendimento realize 4 mil consultas por mês. 

O hospital deve entrar em funcionamento já com o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) instalado. A unidade investiu R$ 1,2 milhão para ser totalmente informatizada, com foco na redução máxima de custo com papel. A certificação digital será outra diferenciação de TI dentro do hospital, sendo disponibilizada para todos os cooperados.

A certeza de que todos os serviços oferecidos pelo hospital seguem os padrões de qualidade vem por meio da expectativa da Unimed em alcançar a acreditação nível I da Organização Nacional de Acreditação (ONA) ainda em 2010. “Já montamos o escritório de qualidade, onde técnicos irão trabalhar exclusivamente em cima das normas da ONA”, explica.

Meta concluída

Nem mesmo as burocracias naturais de qualquer projeto milionário permitiram que os planos de conclusão de cada etapa do Hospital Unimed Volta Redonda fossem desviados. “O atraso de equipamentos foi um dos entraves, mas nada que nos obrigasse a refazer os prazos”, diz Puntel.

Uma das principais preocupações da Unimed era montar uma equipe profissional para atender a procura de clientes antes que o hospital entrasse na fase final. Há dois anos, a cooperativa deu início aos planos de estruturação de funcionamento e da gestão administrativa e médica do hospital. “Esse plano engloba montagem de equipe e protocolo de atendimento. Nossa conclusão é que o hospital funcione com cerca de 400 funcionários.”

 

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