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Dor neuropática ainda é pouco identificada pelos profissionais de saúde

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Durante o Congresso Brasileiro de Neurologia, o neurologista Osvaldo Nascimento apresentará uma palestra sobre o tema “Controvérsias nos guidelines de diagnóstico e tratamento da dor neuropática”.

Estimativas apontam que 10% dos brasileiros têm dor neuropática, que é uma doença crônica, e com o envelhecimento da população a tendência é que esse número aumente. A patologia decorre de lesão dos nervos e pode ser consequência de outras doenças como diabetes, vasculite, inflamações nos nervos, insuficiência renal etc.

Os sintomas são constantes sensações de queimação, ardência e choques. Além disso, são comuns as comorbidades como distúrbio do sono, depressão, instabilidade no humor, falta de desejo sexual, o que compromete muito a qualidade de vida do paciente e suas atividades sociais.

O tratamento pode ser realizado com antidepressivos duais ou tricíclicos, que funcionam muito bem em longo prazo, inclusive porque é muito comum que pacientes com dores crônicas apresentem depressão devido ao constante estado de dor. Em função dos efeitos colaterais dos tricíclicos, antidepressivos duais, mais modernos como a duloxetina vêm sendo cada vez mais utilizados.

Outra opção para o tratamento são os anticonvulsivantes, que também podem ser utilizados em combinação com um antidepressivo. Mas quando nenhum desses tratamentos produz o efeito esperado, em última instância, o médico recorre à indicação de opioides.

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