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Disponibilidade de fluxo de caixa deve cair 50% em 2009

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SÃO PAULO – Como efeito da contaminação do colapso financeiro internacional na economia real, o fluxo de caixa médio disponível das empresas não- financeiras norte-americanas pode cair 50% durante o próximo ano – especialmente se a recessão continuar a sufocar os rendimentos. A informação foi divulgada em reportagem do site norte-americano CFO, braço da revista The Economist para o público de diretores financeiros.
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Segundo o material, publicado na última sexta-feira, até o momento, as margens se mantiveram. “Mas recessões têm muitas maneiras de reduzir a proporção”, afirmou o diretor da Georgia Laboratório de Análise Tecnológico-financeira e co-autor do estudo.
Conforme a reportagem, foram analisadas as disponibilidades de caixa de 20 setores não-financeiros, representando cerca de 60 subsetores, por períodos de 12 meses entre o primeiro trimestre de 2000 e o terceiro de 2008.
Depois de reduzir para cerca de 2,5% durante a recessão de 2001, a margem de caixa disponível “avançou acentuadamente” para cerca de 4,5% – proporção mantida desde 2002. A partir dos 12 meses encerrados em setembro, essa percentagem deu sinais de desaceleração, devendo atingir o nível da recessão de 2001 ou, ainda resultados mais baixos – representando a queda de 50% anunciada no início do texto.
Conforme explicou o autor, a margem de caixa disponível representa um lucro da margem de fluxo de caixa, indicando, em linhas gerais, qual porcentagem do lucro é deixada para uso da companhia sem que seja necessário a interrupção de operações.
Em outros segmentos analisados, oito grupos registraram declínio em suas margens: Tecido, Bens de Capital, Automóveis e Componentes, Bens Duráveis e de Vestuário, Alimento e Tabaco, Produtos Domésticos e Pessoais, Serviços de Telecomunicações e Serviços Públicos. 
Entre aqueles que recuaram, o grupo de Tecidos se sobressaiu, com a margem de caixa disponível declinando para 2,42% nos 12 meses encerrados em setembro, ante 3,68% verificados no mesmo período do ano passado – e pouco abaixo dos 4% verificados durante a recessão de 2001.
 
Perspectiva favorável
O estudo analisou pouco menos de 3,5 mil companhias, com capitalização acima de US$ 50 milhões. Apesar de um primeiro sinal negativo para as companhias, foi verificado um avanço na margem durante os 12 meses encerrados em setembro em sete setores: Energia, Transporte, Mídia, Varejo, Varejo Alimentar, Fármaco-biotecnológico-científico e Tecnologia.
O estudo destaca  o setor farmacêutico, definindo que seu fluxo de caixa subiu cerca de dois pontos percentuais, de 7,14% para 9,15% no intervalo de um ano. Além disso, quatro das 500 companhias que compõem o índice S&P tiveram desempenho melhor: Abbott Laboratories, Bristol-Myers Squibb, Eli Lilly, and Millipore Corp.

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