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Diretor do Inca pede demissão

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O maior centro de atendimento ao câncer do Brasil vive dias de agonia. Há uma semana a crise do Instituto Nacional do Câncer (INCA) foi deflagrada, cinco diretores pediram demissão na última sexta-feira e hoje foi o dia do diretor-geral do Inca, Jamil Haddad, anunciar sua saída. O argumento para o pedido de demissão de Haddad é que ele teria sido “apunhalado pelas costas”, pois não foi informado pela equipe sobre a crise de abastecimento que assola a intituição, informa a Agência Brasil. Quem assume o cargo interinamente é o médico Walter Roriz, atual chefe de gabinete. “Ele poderá, junto com o Ministério da Saúde, estudar uma nova estrutura para a instituição. O Ministério pediu que eu continuasse à frente dos instituto, mas não me sinto em condições. Perdi a confiança em pessoas que eram de minha inteira confiança”, desabafa Haddad, que afirmou antes que antes de assinar a demissão, irá exonerar todos os diretores da unidade e coordenadores nomeados por ele.
Um dos pivô da crise teria sido a diretora-administrativa Zélia Abdulmacih, que assumiu o cargo por indicação política e é acusada de incompetência pela equipe que se demitiu na sexta-feira.
O grande problema do Inca é a falta de material e medicamentos que paralisou cirurgias. A diretora se defende dizendo que o número de cirugias aumentou e nega a falta de materiais básicos no Inca.
Já os funcionários demissionários afirmam que há um mês não são realizados transplantes, por falta de medicamentos. Além disso, faltam os quimioterápicos, que estariam prejudicando o tratamento de muitos pacientes. Segundo um levantamento apresentado pelo almoxarifado do Hospital do Câncer, 36 medicamentos estão com o estoque zerado e outros 57 durarão no máximo 30 dias.
Em nota oficial divulgada hoje à imprensa, o Ministério da Saúde informa que uma equipe de técnicos da Secretaria de Atenção à Saúde já está no Rio de Janeiro fazendo um diagnóstico do abastecimento das unidades. E a partir deste diagnóstico serão tomadas as providências para normalizar o funcionamento do instituto. Por determionação do ministro Humberto Costa, o trabalho de normalização do atendimento aos pacientes do Inca está sendo priorizado e coordenado diretamente pelo secretário de Atenção à Saúde do Ministperio, Jorge Solla. “Se forem necessárias compras emergenciais, elas serão feitas. É importante deixar claro que este desabastecimento não se deu por causa de problema financeiro”, afirma Solla.
O Inca tem 3 mil funcionários e realiza mais de 2 mil consultas diárias em suas 18 unidades. Referência no tratamento de câncer, o Inca atua de forma multidisciplinar e presta atendimento gratuito dentro do SUS (Sistema Único de Saúde).

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