Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

Diretor de tecnologia Hospital do Coração é premiado pela IT Mídia

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Na quarta edição do prêmio Executivo de TI do Ano, a revista INFORMATIONWEEK Brasil, também publicada pela IT Mídia, elegeu Wilson Robson Miguel, diretor da área de sistemas Hospital do Coração, como o executivo do ano do setor de saúde. O prêmio, que além da área de saúde é concedido a outros oito setores da economia, destaca profissionais cuja capacidade gerencial consegue transformar a tecnologia em uma ferramenta eficiente de lucro e gestão. Nos sonhos dos melhores administradores de hospitais brasileiros há uma organização integrada e eficiente, com possibilidades de erros médicos próximas a zero. E um meio importante para chegar a isso, segundo os mais audaciosos, é a existência de um prontuário eletrônico que atravesse os diversos departamentos e seja, de fato, utilizado por médicos e enfermeiros, superando um certo conservadorismo tecnológico atribuído à maior parte dos profissionais do setor.
No Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, muitas das etapas para alcançar a visão ideal foram vencidas. Grande parte graças ao trabalho de seu atual diretor de informática, Wilson Robson Miguel. Ele é responsável por uma grande reestruturação tecnológica no hospital, planejada para ser realizada em três anos e meio, e que chega agora à reta final, com resultados relevantes, como o atendimento de 100% de toda demanda feita à infra-estrutura de TI.
O executivo tem um currículo que mostra um percurso diferente dentro da área. Apesar de formado em Administração de Empresas, Miguel encontrou o seu lugar no que considera um nicho (o setor de saúde) de outro nicho (o de executivos de tecnologia). Está há quinze anos trabalhando em saúde, tendo ficado nove deles no Hospital Albert Einstein, também em São Paulo. Em 1999, era consultor da GEO do Brasil, quando foi escalado para avaliar e preparar um plano diretor para a área de TI do HCor. O projeto não só foi bem aceito, como Miguel foi contratado para colocá-lo em prática. E é esse trabalho, iniciado em meados de 2000 e previsto para terminar no final deste ano, que garantiu sua eleição como o Executivo de TI do Ano no segmento Saúde.
Nos primeiros 18 meses de projeto, algumas realizações importantes logo foram colocadas na pauta. Em 2000, houve adequação da infra-estrutura de redes, micro-informática e servidores. O ano seguinte viu a preparação de um sistema de gestão, o Hospital Information System, da Sivsa, integrado com ERP (sistema integrado de gestão) ? este também necessário devido aos aspectos legais ?, e culminou com o começo da implantação do prontuário eletrônico.
Mas 2002 foi o ano do maior avanço do trabalho. O prontuário eletrônico, sendo implementado em módulos, continuou a ser foco. O último departamento a receber as vantagens dele foi a pediatria, faltando pouco para cobrir toda a instituição. ?O objetivo é dar um prontuário único do paciente, não importando por quais departamentos ele passou?, afirma o executivo. A UTI (unidade de tratamento intensivo) é o próximo passo.
Outro trabalho de integração de informações permitiu oferecer aos clientes um cartão personalizado. Nele ficam contidas informações essenciais como tipo sanguíneo ou alguma possível alergia, entre outras. Se o paciente sofrer qualquer problema cardíaco e precisar ser levado às presas para o hospital, esse cartão é lido imediatamente no momento em que é atendido.
As imagens diagnósticas também passaram a ser digitais em 2002. Isso foi possível com a implantação de sistema Pacs (picture archiving and communication system) de digitalização e distribuição de imagens eletrônicas. Segundo Miguel, o projeto permitiu que os médicos acessem as imagens remotamente, podendo até compartilhá-las com outros profissionais para conseguir segunda opinião. O sistema foi integrado com o sistema de gestão. Além da óbvia redução de custos com o caro suporte dessas imagens, o sistema deu mais agilidade, ao cortar o tempo de revelação, e permitiu a disponibilidade de um referencial anterior. Isso nem sempre acontecia, já que o paciente muitas vezes perdia ou esquecia de levar chapas antigas. Agora ele leva para casa apenas um CD-ROM, mais fácil de manusear, com cópias das imagens dos exames.
A infra-estrutura foi bem preparada para suportar a necessidade de tanta capacidade de registro de imagens. O hospital possui dois terabytes só para o armazenamento delas. E, mais do que isso, para que sejam acessadas rapidamente. ?Um médico não pode esperar dois minutos para acessar uma imagem?, conta o executivo. ?Os servidores e a rede devem ter desempenho para dar uma posição rápida e permitir a decisão em casos de emergência.?
O executivo orgulha-se do trabalho realizado nos últimos tempos. A utilização dos novos sistemas permitiu ao hospital ter integração e grande qualidade de acesso a informações importantes. Isso foi conseguido pela opção de combinar sistemas de diferentes fornecedores, como a Siemens (responsável por todo o projeto do Pacs), IBM e Sivsa. ?Posso dizer que pouquíssimos hospitais no Brasil têm o que fizemos?, arremata Miguel.

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