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Diagnósticos inteligentes: Mudanças à vista

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Sem contar com percepções humanas e experiências práticas dos radiologistas, as soluções clínicas dependem de parâmetros específicos para fornecer informações aos profissionais. Por isso, a análise quantitativa de imagens anda cada vez mais ao lado da análise qualitativa, feita pelo especialista. “Este é um tópico crucial. A análise quantitativa é uma das principais novas direções da radiologia e irá melhorar a consistência e precisão da interpretação das imagens. Agora que estamos numa era totalmente digital para a radiologia,  nossa informação já é passível de quantificação. Isso também vai levar a um grande boom em pesquisa, que será guiada pela oportunidade de garimpar dados estruturados e quantitativos, para descobrir as relações entre o que está na imagem e o que está por trás da patologia”, afirma o especialista da RSNA.

A padronização do diagnóstico com o uso do software tornará os laudos mais consistentes e aumentará a clareza na comunicação com os médicos. “É possível imaginar que como parte da revisão dos relatórios para a correção de erros de digitação, por exemplo, termos impróprios seriam substituídos por termos padrão ou conteúdos omitidos fundamentais para a conclusão dos laudos seriam detectados”, complementa Rubin.

Para o vice-presidente do CBR, os médicos sentirão um grande ganho de tempo, já que a análise quantitativa pode levar à automação de diversas etapas do diagnóstico, mas, em sua opinião, por mais avançadas que sejam, as soluções não serão capazes de substituir o profissional. “A análise quantitativa das imagens vai substituir boa parte do trabalho do médico, deixando mais tempo para que ele se dedique a tarefas mais importantes. Muitos exames mais simples serão completamente, ou quase completamente automatizados, como é o caso da densitometria óssea, por exemplo. Acho muito difícil, no entanto, que, num futuro próximo, tenhamos uma automatização substancial dos métodos de imagem. Há ainda muito de subjetivo na interpretação dos exames. De qualquer forma, não vejo a automatização em princípio como algo negativo, pejorativo ou maléfico.”

“A forma como estas tecnologias serão implementadas será crítica. Se o trabalho for bem feito, o impacto no fluxo de trabalho dos radiologista será pequeno e os benefícios serão sentidos pelo paciente, com a redução de erros e a padronização das terapias”, conclui Rubin.

A tecnologia e o futuro

Por meio da divisão Medical Imaging and Technology Alliance (Mita – Aliança das Imagens Médicas e Tecnologia), a Nema, associação norte-americana dos fabricantes de equipamentos eletromédicos e de diagnóstico por imagem, fez algumas projeções sobre as evoluções que ainda serão trazidas com o uso de software em medicina. Entre elas:

  • As novas tecnologias vão acompanhar os movimentos dos olhos dos médicos enquanto eles veem as imagens. Baseada em cálculos, a tecnologia vai perguntar ao radiologista se ele quer ver de novo aspectos de imagens em que se concentrou mais, mas que não foram marcadas na avaliação original da imagem.
  • As visitas médicas serão facilitadas com equipamentos portáteis, a exemplo dos PDAs que, com a identificação do pacientes, mostrará imagens médicas. Com um aparelho a beira do leito, o médico poderá combinar ou fundir as imagens e aplicar zoom em áreas de interesse, enquanto discute as opções de tratamento com o paciente.
  • Embora os tomógrafos, ressonâncias magnéticas e ultrassons mais avançados produzam imagens tridimensionais, elas ainda são vistas em duas dimensões, o que tira do médico a capacidade de perceber profundidade e outros detalhes sutis apresentados no exame. Novos sistemas ópticos permitirão que o campo de visão do radiologista se torne tridimensional, eliminando a necessidade de headsets e óculos especiais.
  • Os novos processos permitirão a fusão de imagens de equipamentos diferentes, como tomógrafos e ressonâncias, com uma visão em tempo real do paciente por dentro. O paciente vai tomar uma pílula, que emitirá um sinal e focará na atividade molecular de um tumor, enquanto o médico usará um dispositivo portátil para ver o tumor em tempo real.
  • Equipamentos de pequeno porte permitirão a realização de exames dentro de ambulâncias e as imagens serão transmitidas diretamente ao hospital, permitindo que as equipes já atendam de forma direcionada na chegada do paciente. Para aumentar o conforto e conveniência do paciente, as imagens de raios X poderão ser capturadas por meio de tecnologias embutidas no leito e até mesmo no avental utilizado pelo paciente durante a internação.
  • A transmissão de informações por meio de pulseiras utilizadas pelo pacientes serão integradas ao sistema de radiografia computadorizada, eliminando a inserção manual de dados e reduzindo os erros.

 

Os benefícios da evolução

De acordo com estudos da Mita, a evolução em diagnóstico por imagem já trouxe benefícios econômicos comprováveis. Entre eles:

  • Os PET Scans podem eliminar até metade das cirurgias desnecessárias para pacientes de câncer.
  • As tomografias podem reduzir hospitalizações e cirurgias desnecessárias em caso de suspeita de apendicite.
  • Os sistemas de informação, como o RIS, ajudam os prestadores de serviço a eliminar exames desnecessários.
  • A exposição automatizada à radiação projeta a dose ao tamanho do corpo e reduz a irradiação de 10% a 30% em tomografias de rotina e mais de 50% em casos de tomografias para cardiologia.
  • Biópsias guiadas por imagem gastam um terço do tempo e custam a metade se comparadas às biópsias cirúrgicas.
  • A angioplastia renal guiada por imagem custa 20% do total de uma cirurgia de campo aberto e praticamente elimina a necessidade de internação.
  • A colocação de cateteres com o auxílio de equipamentos de imagem reduz as complicações e, consequentemente, os custos com atendimento.

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