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Diagnóstico em época de pandemia

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O setor de diagnóstico tem uma grande importância em um momento como este, de pandemia de gripe A. Epidemias e pandemias são situações que geram muita dificuldade a todos os segmentos que trabalham com saúde e não seria diferente com laboratórios. Por se tratar de uma situação de interesse nacional, os laboratórios devem oferecer aos órgãos competentes todo apoio na logística dos exames, como coleta, armazenamento e execução. Mas eles devem sempre seguir as determinações governamentais e dos órgãos de vigilância.
Por outro lado, o laboratório deve buscar recursos científicos para atender as demandas futuras que, neste caso, serão, entre outras, recursos diagnósticos rápidos e seguros para diagnósticos de infecções respiratórias das mais diversas etiologias, apoiando os médicos em diagnósticos rápidos e adequados.
Atualmente, 70% dos laboratórios no Brasil são automatizados. Com avanços significativos, a área de exames laboratoriais tem importância crescente para a Medicina na prevenção e no controle de doenças, além de proporcionar diagnósticos precocemente. Os exames mais solicitados são aqueles indicados para detectar enfermidades de maior incidência, como diabetes (glicose sanguínea), enfermidades renais (uréia e creatinina), anemias e infecções (hemograma).
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), o setor laboratorial no Brasil é composto por cerca de 20 mil laboratórios, sendo 80% de micro e pequenos empresários. Apenas cerca de 3% são considerados de grande porte. A atividade gera, em média, 200 mil empregos diretos e um milhão de empregos indiretos, realizando 10 milhões de exames por mês e movimentando em torno de R$ 900 milhões por ano.
É importante lembrar que 90% dos resultados médicos dependem diretamente de exames laboratoriais e da confiabilidade de seus laudos. Mas o setor como um todo vem sofrendo dificuldades, principalmente porque ao longo dos últimos doze anos, os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelas operadoras de planos de saúde e demais compradores públicos de serviços de apoio diagnóstico e assistência médica complementar aos laboratórios clínicos não tiveram reajuste.  Por outro lado, houve aumento nos custos fixos e variáveis. Por isso, os laboratórios, principalmente os de menor porte, têm dificuldade em se manter.
Quem sabe, em um momento em que o setor está sendo extensamente debatido pela opinião pública devido à pandemia da nova gripe, as atenções também sejam voltadas para a necessidade de um reajuste da categoria como um todo. Afinal nós, da área de diagnósticos, somos e sempre seremos de extrema importância para a manutenção da saúde de toda a população.
* Edmar Miniacci é gestor da DASA no Paraná e diretor de Serviços Auxiliares de Diagnósticos e Terapia da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná
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