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Dia da enfermagem: o profissional no processo de acreditação

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A busca pela melhoria da qualidade dos serviços, tem se constituído num grande desafio para os gestores da área da saúde. Muitas metodologias vêm sendo experimentadas ou mesmo implementadas, visando assegurar a qualidade dos serviços, conjugando com a satisfação do cliente e a otimização dos recursos. Neste sentido, o processo de acreditação internacional, vem se consolidando no cenário brasileiro, como uma metodologia que permite uma avaliação qualitativa da organização e do próprio cuidado. Durante a implantação desta metodologia, numa determinada organização, o enfermeiro tem papel de destaque, não somente, pelo aspecto educativo, inerente á sua formação, bem como pela liderança que poderá exercer na atuação cotidiana junto ao ?Grupo Faciltador?(GF). No âmbito das funções previstas no Manual Internacional de Padrões de Acreditação Hospitalar/CBA/JCI ? MIPAH- ele pode atuar em todas as 12 (doze) funções, isto é, tornar-se um ?elemento aglutinador? promovendo a interface entre os diversos serviços e sensibilizando os profissionais para o desempenho do ?Plano de Ação? ou outras atividades previstas no processo acreditação. Para exemplificar, poderíamos citar algumas atividades/ações, que podem ser implementadas pelo enfermeiro, como parte da sua contribuição ao processo, incorporando estas atividades/ações sua prática cotidiana:
1. Oferecer formação e orientação á equipe de enfermagem, sobre os princípios e ferramentas da qualidade;
2. Promover orientações e supervisão acerca dos registros de enfermagem;
3. Proporcionar orientações específicas de saúde ao paciente e familiares;
4. Estabelecer um ?Plano de Cuidados? integrado com os demais profissionais, desde o acolhimento até a alta;
5. Interagir com o paciente no ?Gerenciamento da Dor? administrando a medicação, prescrita, registrando e acompanhando o alívio da dor;
6. Realizar ações que possibilitem um ?ambiente terapêutico? e livre de riscos em parceria com a ?Gerência do Ambiente e Segurança?;
7. Criar uma coletânea de ?Normas e Rotinas do Serviço de Enfermagem? implementando as Políticas e Procedimentos- PPs- preconizados no MIPAH/JCI/CBA;
8. Fomentar o debate sobre situações específicas, tais como: o comportamento ético na organização, consentimento informado, humanização da assistência, entre outros;
9. Avaliação da equipe de enfermagem, de forma sistemática e educativa;
10. Implantação, monitoramento e avaliação de indicadores pertinentes ao serviço.

Estes são apenas alguns exemplos que apresentamos como forma de elucidar a atuação do enfermeiro, no processo de acreditação. Vale ressaltar, que várias ações, ainda poderiam ser citadas, já que o profissional de enfermagem, interage com vários segmentos dentro do hospital e sua atuação ocorre nas 24 horas. Assim sendo, o enfermeiro que compreender a acreditação, como um processo que promove a qualidade da assistência, melhora os processos de trabalho, organiza os recursos humanos e viabiliza os princípios de cidadania do paciente/cliente, estará incorporando a acreditação, como uma metodologia, capaz de guiar sua vida profissional, no caminho da qualidade e da ética.

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