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Deverás gerir bem, na saúde ou na doença

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Há cerca de uma década os serviços privados de saúde passaram a se reconhecer como empresas de verdade, com toda a complexidade que envolve as organizações. E é ainda neste processo de amadurecimento que elas enfrentam importantes desafios, que vão da exigência crescente por qualidade, passando pelas margens de lucro reduzidas e a administração do fluxo de caixa. A solução é uma só: gestão competente.

Em primeiro lugar, o profissional de saúde que também é empreendedor deve conhecer em detalhes o macro-processo de seu serviço, desde o contato inicial do paciente até a assistência e – por que não dizer – o pós-venda. A partir desse mapeamento é possível otimizar recursos e corrigir deficiências que geram desperdícios das mais diversas ordens. Um call center que não consegue absorver demandas, por exemplo, põe a perder qualquer investimento em comunicação.

Na intenção de perpetuar suas empresas, há profissionais que optam por reduzir preços, visando ao aumento de fluxo. Processos bem geridos possibilitam a racionalização dos custos, sem prejuízo para a qualidade do atendimento. Contudo, a redução linear de preços é uma estratégia arriscada. Não é possível simplesmente ampliar o número de atendimentos em uma clínica sem reduzir o tempo de interação médico-paciente – que é imprescindível para o tratamento.

Ainda temos, no segmento de saúde, que lembrar tal qual um mantra que administrar é gerenciar melhor os recursos. E mais: que investir em uma equipe competente – o que engloba seleção profissional e capacitação contínua, além de remuneração competitiva – é parte importante do caminho para o sucesso.

Vale sempre destacar que nenhum lucro é válido se comprometer a assistência ou posicionar a clínica no rol das empresas que descumprem as formalidades legais. Crescer de maneira saudável em todos os aspectos traz a segurança e a confiança de se poder enfrentar qualquer situação adversa. Crises fazem parte da oscilação do mercado e quem está saudável certamente se sairá melhor.

*Jorge Roland é fitopatologista, PhD. É diretor geral da CLIDIP Hospital-Dia, com sede em Brasília.

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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