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Dengue cresce 300% em Boa Vista

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Nos dois primeiros meses deste ano, o número de casos de dengue na capital de Roraima, Boa Vista, cresceu mais de 300% em relação ao mesmo período do ano passado. Uma pesquisa da prefeitura da capital aponta que 92% dos criadouros do mosquito da dengue, o Aedes aegipty, estão dentro das casas.
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Para o superintendente de Vigilância em Saúde de Boa Vista, Ipojucan Carneiro, o descuido da população em relação à dengue é o principal motivo para o aumento dos casos. “Aqui em Boa Vista há muitos quintais. São ambientes em que a população costuma guardar muitos utensílios que, com as chuvas, se tornam favoráveis à reprodução do Aedes aegipty.”
Até o momento, mais de 1,5 mil casos de dengue já foram registrados no município. Destes, 20 são de dengue hemorrágica. É o maior número de casos já notificados para o primeiro bimestre dos últimos seis anos. Ainda não há registro de mortes este ano.
Além da contribuição da população para o avanço da dengue, o superintendente Ipojucan cita que as chuvas deste início de ano foram atípicas para o período e também podem ter contribuído. “Nós praticamente não tivemos verão este ano. É comum que chova entre outubro e dezembro, mas em janeiro e fevereiro também choveu muito. Aliado ao calor, que o mosquito gosta, a proliferação de insetos foi maior”, diz Ipojucan.
Com uma população de cerca de 290 mil pessoas, Boa Vista tem 240 agentes que atuam no combate à dengue, de acordo com o superintendente. Este número, segundo ele, é suficiente para fazer o controle. O interesse da prefeitura, agora, é se aproximar da sociedade civil organizada para ajudar no controle da doença.
“Elaboramos um outro plano que é o de começar a discutir com os setores organizados dos bairros – associações de moradores, igrejas, clubes de mães, enfim, todas essas organizações que atuam nos bairros – para que essas pessoas possam  efetivamente participar do controle”, diz.
Enquanto isso, a Bahia apresenta aumento de 270% no número de casos de dengue em relação ao ano passado. Vinte e cinco pessoas já morreram, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado. De janeiro até a primeira semana de março, foram notificados 21.407 casos da doença, contra 5. 775 registrados no mesmo período de 2008.
Quanto às formas graves da doença – dengue com complicações, febre hemorrágica e síndrome do choque -, há 335 casos suspeitos e 161 confirmados em 71 municípios.
Cinco mortes foram confirmadas em Itabuna e cinco em Porto Seguro. Em Salvador e Jequié, foram três mortes em cada município. Floresta Azul e Simões Filho confirmaram dois óbitos em cada cidade. Também foram registradas mortes por dengue nos municípios de Itapetinga, Itabela, Ibirataia,  Ipiaú e Ubaitaba.
Por meio de uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Defesa, serão enviados 20 médicos e 20 enfermeiros militares para os municípios baianos em situação de alerta.  A medida foi anunciada no último dia 16, em Salvador, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele também informou que R$ 1,3 milhão já foram liberados para a aquisição de tampas e capas de caixas d”água.
De acordo com o Ministério da Saúde, sete municípios baianos estão em situação de emergência: Itabuna, Ilhéus, Ipiaú, Irecê, Jacobina, Jequié e Porto Seguro.

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