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Democracia que salva vidas

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A partir de abril de 2010, os brasileiros com doenças onco-hematológicas, como leucemia e linfoma, e portadores de outros tipos de câncer poderão ampliar as chances de recuperação e ter melhor qualidade de tratamento e vida. A expectativa é a de que, ao entrar em vigor naquela data, a nova relação da cobertura mínima, obrigatória para os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei 9.656/98, incorpore três novos itens: exame PET scan oncológico; transplante de medula óssea alogênico (de um doador para o paciente); e quimioterapia antineoplásica oral.
A solicitação foi encaminhada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) à Consulta Pública 31, aberta dia 8 último pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os três procedimentos são muito importantes. O PET scan oncológico – tomografia por emissão de pósitrons é um diagnóstico por imagem de alta precisão. Permite avaliar funções orgânicas como o fluxo do sangue, uso do oxigênio e metabolismo do açúcar, possibilitando a detecção de anormalidades metabólicas. Proporciona planejamento terapêutico mais adequado. Dentre suas principais indicações e vantagens, destacam-se: detecção precoce; identificação mais eficaz de metástases; monitoramento da terapia; avaliação se o tratamento está sendo eficiente e de eventuais recidivas (recaídas). O PET scan é o procedimento de imagem mais acurado na diferenciação entre recidiva e alterações pós-terapia.
O transplante de medula óssea de um doador para o paciente amplia muito a chances de recuperação, em especial nos casos de leucemia e linfoma. As células progenitoras são retiradas de doadores selecionados por testes de compatibilidade, identificados entre os familiares ou em bancos de medula. Hoje, os convênios só cobrem transplante das células do próprio paciente.
A quimioterapia antineoplásica oral (comprimidos ou cápsulas), devido ao desenvolvimento científico, apresenta a mesma eficácia que a tradicional no tratamento de número crescente de cânceres, com menor toxicidade. Proporciona melhor qualidade de vida aos pacientes, manutenção da sua rotina profissional e diminuição da quantidade de consultas e idas ao hospital.
Como resultado da última atualização das coberturas, em abril de 2008, incluíram-se 150 novos procedimentos, com resultados positivos para os cerca de 36 milhões de brasileiros atendidos pelos convênios e seguros-saúde. Como se vê, além de valorizar a cidadania, a democracia participativa, exercitada nas consultas públicas da ANS, contribui muito para salvar vidas!
*Merula Steagall é presidente da  ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e da ABRASTA (Associação  Brasileira de Talassemia).
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