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Cresce número de casos de câncer infantil em São Paulo

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Os casos de câncer em crianças com até 15 anos estão aumentando em São Paulo, de acordo com dados de um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) em 104 hospitais da cidade. Em 1969, a incidência foi de 128,5 casos em cada um milhão de meninos e 120,9 em cada um milhão de meninas. No período de 1997/1998, esses números subiram para, respectivamente, 222,5/1 milhão e 195/1 milhão. O crescimento foi mais significativo entre meninos de cinco a nove anos – com um aumento médio de 3,9 casos ao ano – e na faixa etária dos dez aos 14 anos, com um aumento médio anual de 3,7. Um dos motivos para isso é o aumento da exposição das crianças aos chamados fatores de risco. De acordo com o professor Antônio Pedro Mirra, coordenador do estudo, o consumo de algumas substâncias – como maconha, cigarro e certos medicamentos – durante a gestação, por exemplo, pode aumentar a predisposição da criança a desenvolver algum tipo de câncer.
Os fatores de risco podem estar relacionados ao meio ambiente – como agentes físicos, químicos ou biológicos – ou à predisposição genética. No caso dos tumores na infância, os principais fatores de risco estão relacionados ao período da gestação. “Vale lembrar que não é só a mãe que deve tomar cuidado. Se o pai está exposto a algumas substâncias químicas, pode haver alteração na espermatogênese”, conta coordenador do estudo.
A pesquisa também indicou que a probabilidade de a criança com tumor sobreviver por até cinco anos após o diagnóstico, para os períodos de 1993 e de 1997-1998, foi de 41%, com diferenças significativas de acordo com o tipo de câncer. As piores taxas de sobrevida foram as das leucemias mielóides (15%), dos tumores na tireóide e em outras glândulas endócrinas (22%), dos tumores em órgãos genitais femininos (30%), dos osteossarcomas (33%) e dos cânceres nos sistemas nervosos central e simpático (33%). As melhores ficaram para os retinoblastomas (69%), os tumores renais (68%), os linfomas (66%) e os tumores nos órgãos genitais masculinos (59%). “Essa taxa é menor do que em países desenvolvidos porque aqui o diagnóstico, em geral, é tardio”, lembra o professor Mirra. Já a mortalidade no período de 1969 a 1998 foi de 54,7 em cada um milhão de meninos e 42,3 em cada um milhão de meninas.

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Os fatores de risco podem estar relacionados ao meio ambiente – como agentes físicos, químicos ou biológicos – ou à predisposição genética. No caso dos tumores na infância, os principais fatores de risco estão relacionados ao período da gestação. “Vale lembrar que não é só a mãe que deve tomar cuidado. Se o pai está exposto a algumas substâncias químicas, pode haver alteração na espermatogênese”, conta coordenador do estudo.
A pesquisa também indicou que a probabilidade de a criança com tumor sobreviver por até cinco anos após o diagnóstico, para os períodos de 1993 e de 1997-1998, foi de 41%, com diferenças significativas de acordo com o tipo de câncer. As piores taxas de sobrevida foram as das leucemias mielóides (15%), dos tumores na tireóide e em outras glândulas endócrinas (22%), dos tumores em órgãos genitais femininos (30%), dos osteossarcomas (33%) e dos cânceres nos sistemas nervosos central e simpático (33%). As melhores ficaram para os retinoblastomas (69%), os tumores renais (68%), os linfomas (66%) e os tumores nos órgãos genitais masculinos (59%). “Essa taxa é menor do que em países desenvolvidos porque aqui o diagnóstico, em geral, é tardio”, lembra o professor Mirra. Já a mortalidade no período de 1969 a 1998 foi de 54,7 em cada um milhão de meninos e 42,3 em cada um milhão de meninas.

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