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Creche africana recebe remédios do Brasil

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A creche Nyumbani, em Nairobi, capital do Quênia, que abriga cerca de 70 crianças órfãs portadoras do HIV, recebe esta semana mais uma doação de anti-retrovirais produzidos pelo Brasil. É a terceira vez que o Lafepe, laboratório estatal de Pernambuco, envia à creche frascos de Zidovudina oral para compor o coquetel que é dado às crianças, com ajuda da solidariedade internacional, informou a Agência Brasil.
A primeira vez que o Brasil doou medicamentos à creche foi em 2001, do estoque da própria Coordenação Nacional de DST/Aids. A doação ocorreu após visita do padre italiano D’Agostini, responsável pelo amparo às crianças. Ele fez um apelo para interromper as mortes por Aids na creche Nyumbani, que estavam ocorrendo por falta de uma política de acesso aos anti-retrovirais no Quênia.
As doações brasileiras giram em torno de 2,2 mil frascos de Zidovudina e passaram a ser feitas diretamente pelo Lafepe, mas de forma inconstante. A partir do segundo semestre, as doações passarão a ser regulares, pois a creche Nyumbani foi a instituição selecionada pelo governo brasileiro no Quênia para fazer parte do Programa de Apoio aos Países da América Latina, África e Caribe. Esse projeto vai tratar 100 pessoas com Aids em dez países que ainda não distribuem anti-retrovirais, durante um ano. O objetivo é sensibilizar outros países a fazerem o mesmo, para reduzir o número de óbitos pela doença e estimular os governos a promoverem amplo acesso ao tratamento.
Além do Quênia, Burkina Faso, Burundi, Moçambique e Namíbia são os países africanos que receberão ajuda brasileira. Na América Latina e no Caribe, os países selecionados foram Colômbia, El Salvador, Guiana, Paraguai e República Dominicana.

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