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Coren: “A negativa num PL desse vai gerar uma revolta na área da saúde”

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Enquanto a classe hospitalar se revolta contra o Projeto de Lei 2295/00, que beneficia enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras com a redução da carga horária para 30 horas semanais, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) apenas lamenta a visão negativa de pessoas públicas que se manifestam contra o projeto.
“Estão esquecendo que a era da escravidão já foi há muito tempo. Na área de saúde todos os profissionais são regulamentados, com a carga horária adequada, e a enfermagem é a única exceção dentro do setor”, ressalta o presidente do Coren-SP, Claudio Porto, alegando que o Projeto de Lei busca pela melhor qualidade do exercício profissional. “O médico, por exemplo, não faz mais que quatro horas por dia, sendo que ele recebe por 20 horas. Isso não é honesto.”
De acordo com Porto, os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem ficam 95% do tempo com os pacientes, enquanto hospitalizados. O sucesso do trabalho do médico e da recuperação do doente depende da condição moral, física, psicológica e de conhecimento desses profissionais, que ficam na responsabilidade desses cuidados, segundo o executivo. “É lamentável que alguns segmentos resistam tanto a classe da enfermagem, que é a mais importante na área da saúde.”
Na visão de Porto, o médico não presta cuidados, apenas diagnostica e prescreve tratamento. “A ética e condição de conhecimento para fazer uso de tal tratamento e indicação terapêutica são do profissional que fica o tempo todo com o paciente e que pode ser beneficiado com esse projeto. Portanto os enfermeiros, técnicos e auxiliares não são pouco ou quase nada qualificados, mas sim profissionais qualificados dentro da Lei.”
Hoje o projeto está aprovado pelas comissões de Finanças e Tributação, e Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, além de ter entrado em prioridade para votação em plenário.
O executivo diz acreditar que a maior parte dos políticos terá a condição de bom senso e coerência de seres humanos na hora de analisar um Projeto de Lei que não pede nada além do mínimo de condição para um profissional de enfermagem. “Só estamos pedindo condição de trabalho e poder ser um ser humano como outro qualquer”, diz Porto.
Para ele, a negativa num PL desse vai gerar uma revolta na área da saúde. Caso isso aconteça, o Coren-SP não descarta a possibilidade de um movimento de protesto que poderá gerar consequencias na sociedade. “Os políticos não podem se esquecer que esse ano eles vão precisar do voto positivo dessa classe profissional, que é grande.”
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