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Controle de infecção hospilatar em Ribeirão Preto será apresentado em congresso nos EUA

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As experiências dos Serviços de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital São Francisco e das Maternidades Sinhá Junqueira e Mater serão apresentadas durante o XIII Congresso da Sociedade de Epidemiologia Hospitalar da América, que acontece na Filadélfia, Estados Unidos, entre os dias 17 e 20 de abril. Quatro trabalhos aplicados pelos SCIH´s destes hospitais foram selecionados pelo comitê científico do evento que reúne os principais especialistas dos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia, sendo o maior congresso da especialidade no mundo. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Maternidade Sinhá Junqueira desenvolve procedimentos de detecção e prevenção de infecções dentro da UTI neonatal e também busca ocorrências no pós-alta. Os índices de infecção em cesáreas na maternidade, que estão em torno de 1,3%, estão abaixo da média americana, que é de 3%. “Não houve nenhuma infecção nas cirurgias ginecológicas por vídeo nos últimos 15 meses. As poucas infecções detectadas são sempre superficiais. A infecção urinária também diminuiu. As taxas que eram de 0,70% em 2002 caíram para 0,43% em 2003”, explica a Dra. Sílvia Nunes Szente Fonseca, infectologista coordenadora da equipe do SCIH.
Outro trabalho que será apresentado é o procedimento de busca por ocorrência de infecções no pós-alta realizado na Mater. Através do agendamento de consultas de retorno para um check-up das mães na própria maternidade foi possível saber como foi o processo de recuperação no pós-parto e acompanhar mais detalhadamente os índices de infecção.
Dois trabalhos do Hospital São Francisco foram selecionados. Um deles é sobre a busca por infecção no pós-alta, realizada por telefone. O caso bem-sucedido são os procedimentos de controle de infecção, como a nova central de esterilização de materiais e o uso controlado de antibióticos. “Diminuímos o uso de antibióticos profiláticos e as infecções não aumentaram, mostrando que as indicações destes medicamentos não podem ser indiscriminadas e precisam de uma indicação muito precisa para evitar a resistência bacteriana”, finaliza Sílvia.

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