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Contribuição em cadeia

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Manter-se inovador e autossustentável por mais de 100 anos não é uma tarefa fácil. É por isso que a Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) tem investido em modelos de gestão que possam garantir essa perenidade. Afinal, a manutenção de 28 casas e obras sociais dependem totalmente da boa gestão de hospitais como o Santa Catarina, instalado em plena Avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo. “Costumo dizer que se o hospital pega uma gripe, a associação ganha uma pneumonia”, brinca com um fundo de seriedade o diretor executivo do hospital, Manoel Borges. Além de um colegiado que funciona nos moldes de governança corporativa, a ACSC ainda possui um processo bianual de Planejamento Estratégico, acompanhado pelo Balanced ScoreCard, definido até 2010. Todo esse cuidado tem em vista a manutenção de 11 hospitais e 6 milhões de atendimentos anuais na área da saúde. “Cada atendimento realizado dentro do Santa Catarina reflete no atendimento filantrópico da associação.”

A sustentabilidade também se tornou um diferencial na imagem do Santa Catarina. “Estamos cercados de outros vários hospitais com o mesmo porte e nível de atendimento, e essa marca autossustentável pode garantir um ponto a mais.” Para que essa imagem pudesse ser incutida na mente dos clientes e dos colaboradores, o hospital realizou um grande projeto de comunicação de seu Balanço Social, que inseriu as informações em cada leito da unidade e distribuiu o material para cada colaborador. “Tanto pacientes como colaboradores passaram a entender que suas ações se refletem em um trabalho filantrópico.” Com o intuito de tornar isso ainda mais enraizado no corpo clínico, a direção do hospital planeja para 2010 um programa de visitas dos colaboradores do Santa Catarina aos 11 hospitais espalhados pelo Brasil. “Há coisas que precisam acontecer visualmente”, acredita o executivo.

Reflexo no meio ambiente

Não é só de finanças que se trata o projeto de sustentabilidade do Hospital Santa Catarina. Ele também permeia o lado ambiental. Além de promover a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho e Meio Ambiente entre os funcionários, com palestras sobre a importância da reciclagem e uso inteligente de insumos, a instituição recolhe pilhas, baterias e óleo de cozinha usados para serem reciclados devidamente. Por meio da instalação do PACS, também se eliminou o uso de filmes, reduziu-se a quantidade de papel e agentes químicos. “Somos 100% sem mercúrio”, comemora Borges. Os pacientes também têm a possibilidade de entregar seus filmes com exames antigos para serem digitalizados e descartados corretamente. Os planos da unidade ainda preveem a instalação de placas de energia solar e aproveitamento da grande quantidade de espaço ocioso nos telhados já no ano que vem.

“Os colaboradores estão começando a entender que o seu trabalho bem realizado agrega valor à ação filantrópica”, comenta Borges. Os argumentos do diretor executivo também são comprovados com números. No ano passado o Hospital Santa Catarina, sozinho, doou R$ 34 milhões para os trabalhos mantidos pela ACSC. Este ano a previsão é de que a quantia chegue a R$ 35 milhões, ou seja, 12% da receita. Para elevar esse valor, o hospital não para de ampliar seu atendimento e acaba de inaugurar um centro de Oncologia. Com o acréscimo nos serviços, o Santa Catarina projeta um repasse de R$ 42 milhões em 2010. “Queremos continuar ampliando nossa atuação e nos tornando referência em vários setores. Quanto mais crescermos, mais poderemos contribuir com a sociedade.”

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