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Conheça propostas dos governadores eleitos no 2º turno

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Oito Estados brasileiros, além do Distrito Federal, elegeram seus novos governadores no segundo turno das eleições, que ocorreu neste domingo (31/10). Confira abaixo as propostas para o setor de saúde, divulgadas por eles durante a campanha eleitoral.
 
CENTRO-OESTE
Distrito Federal
Com 66,10 % dos votos, Agnelo Queiroz (PR) venceu a candidata Weslian Roriz (PSC) no Distrito Federal. Durante sua campanha, Queiroz prometeu expandir os programas federais de saúde para todo o Estado e construir novas unidades hospitalares.
Suas propostas também incluem a construção de Unidades de Pronto Atendimento em Saúde (UPAs) em todas as regiões administrativas do Distrito Federal e a implantação do Programa Saúde da Família em todo o Estado, com um mínimo de 400 equipes para atender à população. Além disso, o petista disse que iria recuperar os hospitais públicos e pôr fim às filas de espera para atendimento médico-hospitalar.
Goiás
Marconi Perillo (PSDB) é o novo governador de Goiás, com 52,99% dos votos válidos, contra 47,01% de Iris Rezende (PMDB). As principais propostas para o setor de saúde divulgadas por Perillo durante a campanha são:
– Adoção de um novo modelo de gestão de saúde;
– Estruturação do PSF, ambulatórios 24 horas em todos os municípios do Estado, unidade de alta complexidade para o tratamento de doenças como câncer, diabetes, cardiologia, saúde da mulher;
– Implantação do cartão inteligente da saúde (dados do prontuário serão eletrônicos);
– Construção de hospitais e centros policlínicos;
– Criação de centro para o tratamento de dependentes químicos;
NORDESTE
Alagoas
A população de Alagoas reelegeu Teotônio Vilela (PSDB), com 52,73% dos votos. Entre seus projetos para saúde, o governador propõe a construção do Hospital Metropolitano de Maceió, em Tabuleiro dos Martins. Durante a campanha, ele também prometeu a construção de 15 Centros Médicos de Consultas e Exames Especializados e a implementação do Programa Dose Certa, que prevê entrega de medicamentos porta a porta.
Paraíba
O candidato Ricardo Coutinho foi eleito com 53,7% dos votos na Paraíba. Ele venceu a disputa contra Zé Maranhão, governador que tentava a reeleição, mas só obteve 46,3% dos votos válidos. Em saúde, Coutinho propôs:
– Ampliar o acesso às ações e serviços de saúde para populações em maior situação de vulnerabilidade (negra, indígena, assentadas, quilombolas, em situação de prisão e LGBT);
– Reorganizar a rede de hemoterapia existente para ampliação do acesso, considerando as macrorregiões de saúde, considerando também as demandas por hemoderivados e hemocomponentes;
– Ampliar o acesso à rede especializada de atenção à saúde na Paraíba, com base ao perfil de saúde e doença, visando à desconcentração tecnológica em todo Estado, considerando as macrorregiões de saúde;
– Estruturar as unidades hospitalares no Estado, reorientando os perfis de atenção dos serviços com base na regionalização.
– Utilizar a regionalização como estratégia de fortalecimento dos municípios, visando à desconcentração tecnológica das macrorregiões de João Pessoa e Campina Grande.
– Implantar o Plano Diretor de Regionalização da Paraíba, pactuado com os gestores municipais da saúde.
– Promover a descentralização dos serviços de média e alta complexidade em saúde, segundo as macrorregiões, com ênfase nas cidades de Patos e Sousa.
– Implantar as Centrais Regionais de Parto, Oncologia e Terapia Renal Substitutiva (TRS).
Piauí
O governador Wilson Martins (PSB) se reelegeu, derrotando o ex-prefeito de Teresina Silvio Mendes (PSDB). Durante a campanha, Martins prometeu:
– Fortalecer as ações preventivas, como o Programa Saúde da Família, Programa de Saúde do Adolescente e Programa Estadual de Prevenção ao Câncer. Fazer chegar à casa das pessoas os remédios de uso contínuo, através dos agentes de saúde;
– Destacar os programas de atendimento às pessoas com deficiência e ampliação da rede de fisioterapia e reabilitação motora;
– Implantar pelo menos uma Unidade Básica de Saúde (UBA) e ampliar a presença do SAMU no interior do Estado, além de trabalhar para garantir que haja um médico residindo em cada uma das cidades do Piauí;
– Assegurar a qualificação permanente de profissionais, a aquisição de mais equipamentos médico-hospitalares, aberturas de unidades de diagnóstico no interior do Estado e mais estímulo às pesquisas na área de saúde.
NORTE
Amapá
De virada, Camilo Capiberibe (PSB) conquistou 53,77% dos votos válidos e venceu Lucas Barreto (PTB) no Amapá. A proposta registrada por Capiberibe no TSE cita que a questão da saúde é uma das temáticas para elaboração de propostas. No documento, no entanto, não há nenhum projeto detalhado para o setor.
Pará
Simão Jatene (PSDB) reassume o governo do Pará, depois de três anos e meio do mandato de Ana Júlia Carepa (PT). Jatene 55,74% dos votos, contra 44,26 da atual governadora. Suas propostas para a área de saúde, divulgadas durante a campanha eleitoral, são:
– Fazer novas negociações com a Rede Sarah, com vistas ao funcionamento pleno da sua unidade de saúde em Belém.
– Implantar efetivamente o Plano Estadual de Urgência e Emergência, vinculado ao Plano Nacional, em conjunto com os Municípios e com o Governo Federal, incluindo:
– Atendimento pré-hospitalar (telefone 192 e transporte de pacientes, tanto terrestre, como fluvial e aéreo).
– Unidades de Pronto Atendimento, destinadas às urgências e emergências clínicas, nos municípios habilitados, com mais de 50% de cobertura do Programa Saúde da Família.
– Incremento do atendimento de urgências e emergências em hospitais, públicos ou privados, ampliando a parceria com os hospitais militares.
– Implantar um grande Programa de Telemedicina de Alta Complexidade, para realização de educação continuada das equipes de saúde e apoio ao diagnóstico mediante interconsultas.
– Organizar uma rede de Centros Especiais para Dependentes (dependentes químicos, idosos com doenças degenerativas e deficientes físicos), com participação de ONGs e investimentos diretos do setor público, envolvendo psiquiatria, psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional, e assistência para os cuidadores desses dependentes.
– Desenvolver e ampliar a vigilância à saúde, em parceria com os municípios e com os centros regionais, para manter sob controle e reduzir no Estado a ocorrência particularmente da malária, tuberculose, H1N1(gripe suína), sarampo e hanseníase.
– Reavaliar o sistema de gestão dos Hospitais Regionais, com o objetivo de garantir o seu funcionamento de acordo com os instrumentos do SUS e dos contratos de gestão.
– Reavaliar o perfil assistencial dos hospitais da administração direta, estabelecendo o cumprimento dos objetivos e metas à semelhança dos hospitais administrados sob contratos de gestão.
– Implantar os Centros de Diagnóstico Regionais, potencializando os municípios pólos de referência.
– Implantar e implementar as unidades de referência especializada em três turnos de atendimento.
– Qualificar e fortalecer o Sistema de Regulação e o Serviço de Auditoria em saúde do Estado.
– Auxiliar os municípios na ampliação do programa de atenção básica, com apoio técnico, metas e critérios para repasses de incentivos.
– Garantir o acesso a medicamentos básicos e especiais a baixo custo ou gratuitos, buscando um modelo para o suporte da assistência farmacêutica.
– Criar a Agência Estadual de Vigilância Sanitária com representações regionalizadas para atuação integrada com os municípios.
– Reforçar o pólo de referência em oncologia de Belém, com o Hospital Infantil, implementar esse pólo de referência em Santarém, e instalar também um pólo em Marabá, para radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica, completando três grandes pólos de tratamento de câncer no Estado.
– Modernizar as instalações do Hospital Ofhir Loyola, dotando de equipe capacitada em neurocirurgia e transplante de medula óssea e fígado.
– Ampliar o controle social das políticas de saúde no Estado.
Rondônia
Confúcio Moura (PMDB) foi eleito governador de Rondônia com 58,66% dos votos, contra 41,32% de João Cahulla (PPS). Moura propôs:
– Promover um choque de qualidade gerencial de curto prazo na saúde, visando alcançar o atendimento humanizado em médio e longo prazo, por meio de um
diagnóstico da estrutura e da gestão para identificar as fragilidades e subsidiar
intervenções imediatas para os primeiros 90 dias;
– Promover o atendimento humanizado através da valorização da carreira profissional
e preparação continuada dos servidores da saúde, bem como estruturar o sistema
de regulação para os atendimentos;
– Reformar e estruturar os hospitais regionais existentes com equipamentos
apropriados e contratar profissionais especialistas para o atendimento, reduzindo o
encaminhamento de pacientes a Porto Velho;
– Ampliar, reformar e equipar o Pronto Socorro de Porto Velho João Paulo II com
equipamentos de última geração em alta complexidade de urgência e emergência de
acordo com a demanda populacional e os indicadores sociais;
– Criar o centro especializado em captação de órgãos para transplantes e cinco centros
de reabilitação no Estado (Porto Velho, Ariquemes, Ji-paraná, Cacoal e Vilhena)
aproveitando as unidades regionais;
– Investir em atenção à saúde na escola com atendimento odontológico, oftalmológico
e clinico geral, bem como o programa de segurança alimentar nas unidades
educacionais;
– Investir na atenção básica de saúde da família, ajudando as prefeituras com o custeio
de suas unidades de saúde, além da redução da mortalidade infantil, ampliação do programa de nutrição da lactante e crianças com até quatro anos e ajuda às mães carentes;
– Melhorar a infraestrutura de atendimento à saúde dos ribeirinhos e população mais
distante dos principais centros de saúde, garantindo uma aeronave específica em
Porto Velho para o transporte em caso de urgência e emergência.
Roraima
Em Roraima, José de Anchieta Junior (PSDB) foi reeleito com 50,41% dos votos, contra 49,59% de Neudo Campos (PP). Durante a campanha, ele propôs:
– Melhoria das condições de saúde materno-infantil;
– Ampliação de acesso e humanização dos serviços de saúde;
– Fortalecimento das ações da vigilância em saúde;
– Fortalecimento da gestão e formação em saúde;
– Intersetorialidade das políticas, visando à melhoria da qualidade de vida;
– Ampliação do Sistema de Saneamento Básico do Estado (água, esgoto, manejo de águas pluviais e resíduos sólidos);
– Elaboração dos Planos Diretores de saneamento dos municípios do Estado;
– Regularização dos serviços de saneamento básico junto aos Municípios do interior do Estado;
– Fortalecimento da gestão das perdas nos sistemas de abastecimento de água;
– Adequação e recuperação dos sistemas de esgotos existentes no Estado;
– Captação de recursos junto às instituições governamentais e não governamentais (convênios, financiamento, PAC, entre outros);
– Implantação e implementação dos serviços e alta complexidade.

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