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Conheça processos de qualidade do Hospital Geral de Pedreira

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Com 100% de seu atendimento voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Geral de Pedreira, de São Paulo, tornou-se referência em gestão e atendimento à população. Gerenciado pela Organização Social de Saúde Congregação Santa Catarina, a instituição adotou o modelo de governança corporativa e os critérios Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), que visa o paciente, processos e resultados para atingir metas e melhor atender seus pacientes.

Para gerenciar de forma eficiente a unidade, a diretoria do hospital é composta por cinco profissionais, um membro da Congregação, uma diretora executiva, uma diretora de apoio e desenvolvimento, uma diretora assistencial e um diretor técnico, responsável pela parte médica da instituição.

De acordo com a diretora executiva do Hospital Geral de Pedreira, Harumi Okamoto, gerenciar as finanças de um hospital cujos recursos vêm quase que exclusivamente do Estado é um grande desafio. “O hospital possui um orçamento fixo e predeterminado, que gira em torno de R$ 100 milhões. Este repasse é dividido igualmente em 12 parcelas e gerido internamente para que dessa forma possamos conviver com o valor orçado”.

Harumi ainda afirma que, como a maior parte da receita é fixa, é necessário administrar de forma rigorosa os valores repassados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP), que são feitos por meio de ferramentas de gestão utilizadas pela administração da unidade e seu corpo clinico. Como segunda fonte de renda, a instituição possui, também, um departamento chamado de sustentabilidade que é responsável pela captação de recursos. Estes valores, que vêm de parcerias com fornecedores, organizações não governamentais, consulados e universidades representam cerca de 1% do orçamento do hospital.

Outra forma encontrada pela instituição de gerir melhor suas finanças negociar melhor com seus fornecedores. “Por ser uma Organização Social, o hospital não é obrigado a abrir licitações para realizar a compra de insumos médicos. Como possuímos um regulamento de compras, o que fazemos é abrir um edital, que é publicado no Diário Oficial, e a partir daí seguimos todos os procedimentos listados na regulamentação”, explica a diretora.

Outro caminho para conseguir melhores preços são as negociações feitas de forma corporativa, por meio da OSS. “Neste modelo ganha-se com o volume, uma vez que a OSS negociará um volume único de insumos, que suprirão a demanda de todas as 38 unidades administradas por ela”, afirma.

Com uma taxa de internação de 85%, o hospital teve que buscar alternativas para dar conta de toda sua demanda. “Temos um contrato de gestão feito com a SES-SP que é pautado em metas de produção, baseado na capacidade operacional da instituição. Temos realizado cerca de 1300 internações por mês em cerca de 210 leitos”, informa Harumi. Com o pronto-socorro aberto, a instituição tem como desafio gerenciar bem os leitos. “Temos uma área específica para isso. Nessas condições fica mais difícil lidar com a previsibilidade” completa.

Para evitar a falta de atendimento, o HGP busca em suas redes de referência e contra-referência existentes no município e no serviço social a melhor forma de encaminhar pacientes para algum serviço especializado ou até mesmo a internação em outras unidades.

Planejamento

Referência em gestação de alto risco, o hospital realiza um grande número de partos prematuros anualmente. Para isso, a unidade conta com 420 médicos sob dois regimes de contratação. Em seu pronto-socorro, que exige equipes completas e de resposta rápida, os profissionais são contratados em regime CLT pela própria Organização Social, enquanto em outras áreas da instituição contam com a prestação de serviços de empresas formadas por grupos de médicos.

Para 2011, o Hospital Geral de Pedreira pretende expandir suas instalações ocupando o terceiro e quarto andares do novo prédio, concluído em março de 2010. Nos novos espaços funcionarão as unidades de atendimento materno infantil, que contará com uma UTI neonatal, central de parto humanizado e alojamentos conjuntos, enquanto o quarto andar do novo bloco abrigará sete novos leitos de UTI adulta e seis novas salas de cirurgia. Ao todo serão mais R$ 5 milhões em investimentos para a compra de novos equipamentos.

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