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Congresso lança campanha “Sobrevivendo à Sepse”

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Começa hoje, em Curitiba (PR) e vai até o dia 15, o XI Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (VIII Fórum Latino-Americano de Ressuscitação e Emergências Cardiovasculares e I Simpósio de Emergências Médicas) com o objetivo de chamar a atenção para as novidades no combate à sepse (nova denominação da septicemia), uma das doenças que mais mata no Brasil e no mundo. O evento, que deverá reunir mais de três mil médicos de todo o País traz como novidade o lançamento na América Latina da campanha “Sobrevivendo à Sepse”, um consenso internacional com as últimas recomendações de tratamento desta doença, que apresenta altos índices de mortalidade – entre 30 e 50% dos casos.
O documento que dá subsdídios à campanha foi elaborado por três das mais importantes sociedades de medicina intensiva do mundo – a Society of Critical Care Medicine, dos Estados Unidos, a European Society of Intensive Care Medicine e o International Sepsis Forum. Mas, além delas, mais onze entidades médicas dão respaldo ao termos do consenso que visa a redução das mortes em decorrência da sepse.
De difícil diagnóstico, a sepse é motivada por uma infecção, que determina resposta inflamatória generalizada, disfunção de órgãos e pode levar rapidamente à morte. Essa condição pode vitimar qualquer um, principalmente os portadores de infecção associada a eventos como pneumonia, traumatismo, cirurgias e queimaduras, ou então, câncer e AIDS.
Quase um terço dos pacientes de UTIs ou já chegam com sepse ou a desenvolvem quando lá permanecem por algum tempo. A doença é a principal causa de mortes em UTIs em todo o mundo. No território nacional, a sepse grave é a causa de 70 mil internações ao ano. Nos Estados Unidos, há 700 mil novos casos de sepse grave anualmente. No mundo, a sepse mata mais do que a AIDS, o câncer de mama e tanto quanto o infarto. Prevê-se que haverá um aumento de 140% na incidência de sepse nos próximos dez anos.

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