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Congelamento de óvulos não assegura maternidade futura

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No dia 03 de novembro, a Sociedade Britânica de Fertilidade e a Associação dos Embriologistas Clínicos emitiram novas diretrizes sobre a eficácia e a segurança deste procedimento, que foram publicadas no jornal da entidade, Human Fertility (http://www.informaworld.com/smpp/content~db=all~content=a913561231 ).

As entidades defenderam o posicionamento que o congelamento de óvulos é uma tecnologia de apoio à preservação da fertilidade de mulheres com câncer, que irão se submeter à quimioterapia ou à radioterapia, mas não é a solução para neutralizar o declínio da fertilidade feminina em decorrência da idade.As novas orientações são fruto de uma ampla revisão das pesquisas e trabalhos publicados sobre o tema, empregando diferentes tecnologias. Novas diretrizes só serão revistas e editadas pelas entidades inglesas em junho de 2013.

Dados do American Society for Reproductive Medicine Practice Committee, de 2007, nos dão conta da pequena taxa de sucesso da técnica de congelamento de óvulos:

• 2% de nascidos vivos por oócitos descongelados, quando o congelamento lento foi empregado;

• 4% de nascidos vivos, para a vitrificação.

O congelamento do óvulo, com taxa de aproveitamento aceitável, ainda não é uma realidade. Portanto, estamos distantes de poder assegurar uma gravidez futura com o emprego desta técnica. Como vender, hoje, algo que você não tem certeza que irá entregar?

Prof. Dr. Joji Ueno

Coordenador do Curso Teórico-Prático de Reprodução Assistida de Longa Duração

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