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Conexão Médica atualiza profissionais sobre obesidade mórbida

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A TV IP Conexão Médica transmite no próximo dia 18 de dezembro, das 19 às 21h, o curso mensal de atualização em Nutrição da NutriNet, desenvolvido pelo Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN). Nesta edição, será abordado o tema Obesidade Mórbida: Nutrição e Cirurgia. Em pauta, a abordagem dos dois tipos de cirurgia utilizados para tratar a obesidade mórbida ? restritiva e desabsortiva ? , os cuidados no pré e no pós-operatório e o problema epidemiológico. O objetivo é levar aos profissionais de saúde informações relevantes sobre os cuidados que esse mal requer e contribuir para a diminuição na incidência desses casos. A programação será ao vivo e aberta à interação.
No Brasil, a obesidade atinge hoje 40% da população adulta e cerca de 15% da infantil. A definição de obesidade mórbida é usada para aqueles que ultrapassam o Índice de Massa Corpórea de 35. A obesidade mórbida pode levar a problemas como diabetes, hipertensão, dislipidemia (alterações no colesterol e nos triglicérides), infarto, mal de Alzeheimer, doenças renais, alterações motoras, artropatias (alterações nas articulações) e problemas na coluna. De acordo com Celso Cukier, médico nutrólogo e coordenador do curso, a mudança nos hábitos alimentar e de vida constitui a melhor maneira de evitar a obesidade. Para isso, é necessária uma alimentação que tenha tudo que o organismo demanda, porém em doses equilibradas.
Entre os aspectos abordados, estão os tipos de cirurgias aplicados para cada caso. Uma é a restritiva, que diminui o volume do estômago. A outra é a disabsortiva, que reduz a área de absorção dos nutrientes. Tanto em um caso como no outro, é preciso um acompanhamento efetivo de uma equipe multidisciplinar ? formada geralmente por cirurgião, clínico, nutrólogo, nutricionista e psicólogo ? no pré e no pós-operatório. “O paciente deve ser avaliado como um todo e é preciso que ele saiba as restrições que terá antes e depois da cirurgia”, explica Cukier.
Uma das abordagens no pré-operatório é o quadro de desnutrição. Embora obesos, os pacientes muitas vezes sofrem de anemia ou de alterações nos sistemas imunológico, metabólico e de cicatrização, que podem dificultar a operação e a sua recuperação. Isso porque na maioria das vezes a alimentação é farta, mas pobre em nutrientes. “Nesse caso”, explica Cukier, “deve-se iniciar o acompanhamento do paciente pelo menos duas semanas antes da cirurgia”. O importante é aconselhá-lo para que ele passe a ter uma alimentação sadia e rica em vitaminas, proteínas e sais minerais, fortificando o organismo e permitindo que a cirurgia seja realizada sem riscos. No pós-operatório, o paciente deverá seguir uma dieta rígida e a assistência médica deve ser contínua, de maneira que seja possível promover orientação quanto à necessidade de se diminuir o volume da alimentação sem perder a qualidade.
Para que o obeso mórbido tenha um tratamento adequado, focado na melhoria da qualidade de vida, o acompanhamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. Segundo Celso Cukier, trata-se de “um paciente complexo, que deve ser entendido tanto nos aspectos fisiológicos como psicológicos. Uma das questões mais delicadas ainda hoje é a segregação social”.
O curso Obesidade Mórbida: Nutrição e Cirurgia estará aberto a questões pelo telefone 0800 770 7933 ou pelo e-mail pergunta@conexaomedica.com.br . Os interessados podem obter informações adicionais no 0800.7707933.

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