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Como os wearable devices mudam a forma de gerir a Saúde

Com a transformação digital, a integração entre pessoas e tecnologia é cada vez mais intensa. Na área da Saúde, um dos principais agentes dessa mudança são os wearable devices, ou tecnologias vestíveis, – dispositivos eletrônicos acoplados em roupas, pulseiras e relógios, capazes de monitorar os dados dos pacientes. Apesar de parecer algo novo, a ferramenta já existe há muitos anos, sendo inicialmente usada nas áreas de fitness e bem-estar para monitorar corridas e medir batimentos cardíacos e gastos calóricos. Com o tempo e a evolução da tecnologia, passou a ser utilizada, também, na assistência.

Entre as principais áreas beneficiadas está a de diagnóstico. “O médico, hoje, ao pedir um exame, precisa aguardar, ao menos, uma semana para ter os resultados. Os wearable devices podem agilizar esse processo, pois conseguem monitorar em tempo real os sintomas e comportamentos do paciente, dando respostas muito mais rápidas”, explica Avi Zins, diretor executivo da Associação Brasileira de CIOs Saúde (ABCIS).

Se de um lado, o uso de dispositivos vestíveis auxilia os médicos, diminuindo a necessidade de estarem o tempo todo no hospital ou consultório, e dando mais assertividade no diagnóstico e tratamento; de outro, beneficia os pacientes com uma assistência personalizada e ágil. “Ele [paciente] não precisa ir sempre aos centros de atendimento, já que sua saúde está sendo monitorada, e tem acesso a mais informações de seu diagnóstico, o que além de possibilitar a participação nas decisões sobre sua saúde, melhora sua qualidade de vida”, afirma.

As operadoras de saúde também podem utilizar a tecnologia para fazer prevenções. Segundo Zins, os pacientes crônicos, por exemplo, representam cerca de 20% dos usuários de plano de saúde, mas geram quase 80% das despesas. Com o monitoramento desses pacientes, é possível evitar que eles sejam internados com frequência ou tenham crises, o que reduz significativamente os custos.

Os wearable devices ainda são pouco usados no Brasil. Para se preparar, é preciso entender como funcionam e quais vantagens da tecnologia. “Além da parte cultural – de conscientizar o corpo clínico sobre a importância da tecnologia – é importante realizar cursos preparatórios para se inserir nesse novo contexto”, completa Zins.

       

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