Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

André Esteves ajuda Jorge Moll a ser bilionário

Publicidade

O médico cardiologista Jorge Moll se já não é, será dentro em breve o próximo bilionário da saúde, ao lado de Edson Bueno do Grupo Amil e Carlos Sanchez da EMS. Um empresário impressionante, que construiu seu império a partir de exames de imagem e laboratoriais com a rede Lab’s Dor, vendida recentemente para o Fleury e que posteriormente se aventurou com sucesso no mercado hospitalar. Proveniente de um dos mercados mais carentes de prestadores privados de qualidade, a Rede D’or cresceu rapidamente no mercado carioca, se tornando o hospital de referência em muitas zonas nobres da cidade como Copacabana e Barra da Tijuca.

Em 2010, a associação com o Banco BTG Pactual permitiu a Rede D’or comprar o Hospital São Luiz, Brasil e Assunção em São Paulo, além de iniciar a construção de um novo hospital em São Caetano, que deverá ficar pronto este ano. Em Junho, inaugurou um novo centro de oncologia no Rio de Janeiro e em Julho o Fleury anunciou a compra do Lab’s Dor por R$1.19 bilhão. Ou seja, é difícil acompanhar tudo o que está acontecendo com esta incrível rede de hospitais, um verdadeiro império em expansão. Com nove filhos, Jorge Moll já delega parte das decisões para a segunda geração que desempenha tanto papéis assistenciais, como de gestores dentro do grupo hospitalar. Se depender do capital de André Esteves, do Banco Pactual, não faltarão recursos para Jorge Moll se tornar o próximo bilionário da saúde. Basta agora alterar a lei, para que hospitais possam ter estrangeiros como sócios, o que viabilizará a desejada abertura de capital desta incrível rede hospitalar.

Carioca Rede D´Or investe em hospitais em São Paulo

Grupo que pertence ao cardiologista e empresário Jorge Moll fez aquisções de peso na região metropolitana

Até o mais bairrista dos cariocas sabe que, no quesito medicina, eles estão bem atrás de nós. Não há, no Rio de Janeiro, nada que se equipare à excelência dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês ou Oswaldo Cruz. Nem mesmo isso intimidou o cardiologista e empresário Jorge Moll, dono da Rede D’Or, que possui alguns dos principais centros de tratamento de saúde da capital fluminense. No intervalo de poucos meses, o grupo comandado por ele fez cinco aquisições de peso na Grande São Paulo. Em setembro do ano passado, logo depois de comprar o Hospital Brasil, em Santo André, arrematou de uma vez as três unidades do São Luiz (no Itaim, no Morumbi e no Jardim Anália Franco) por 1 bilhão de reais, financiados pelo BTG Pactual. Em seguida, fincou bandeira no Assunção, em São Caetano — cidade onde, desde março, está sendo construído mais um São Luiz.

A chegada do grupo foi amparada pelo aquecimento do mercado, fruto da ascensão à classe C de brasileiros que podem, enfim, pagar por planos de saúde. Nos últimos quinze meses, 590.000 paulistanos passaram a ser segurados, totalizando uma rede de 6,6 milhões de usuários. “Investir em saúde tornou-se, mais do que nunca, um grande negócio”, diz o clínico geral Rodolfo Milani, da Aon Gestão e Consultoria em Riscos. Assim como a Rede D’Or, grandes operadoras têm comprado hospitais. A Amil já tem doze unidades em São Paulo. Entre elas estão os dois Metropolitano, na Lapa e no Butantã, e o Paulistano.

A lógica da expansão é a mesma de outros setores: aumentar o poder de barganha com fornecedores e diminuir custos. Algo elementar para o mundo dos negócios, mas que deixa boa parte dos médicos de cabelo em pé. A pressão por resultados em centros de atendimento privados acaba, muitas vezes, por piorar o serviço, com achatamento de salários, consultas cada vez mais rápidas e uma infinidade de exames desnecessários. Ainda não há sinais de que esse seja o destino do São Luiz. “Mas tem muita gente com medo do que pode vir por aí”, diz uma cardiologista que preferiu não se identificar.

Por enquanto, as maiores mudanças são na estrutura predial. No São Luiz do Itaim, a previsão de investimentos em reformas é de 35 milhões de reais. Além de uma suíte presidencial recém-inaugurada, a maternidade ganhará, até outubro, quarenta apartamentos — hoje são 100. A emergência passará dos atuais 700 para 1.600 metros quadrados, com dezoito novos leitos de repouso. Há também a promessa da ampliação das salas de parto, e o centro obstétrico deve receber equipamentos mais modernos de cirurgia e monitoramento de bebês.

Por trás de tudo isso, está o médico com espírito de empresário Jorge Moll. Cardiologista especializado em exames complementares, ele começou a investir na área em 1977, quando abriu seu primeiro laboratório. Nascia ali o Grupo Labs, hoje com cinquenta unidades. No fim da década de 90, Moll deu mais um importante passo ao transformar o antigo hotel Copa D’Or, em Copacabana, no hospital que recebeu o mesmo nome. Em seguida, comprou outro ainda em construção na Barra da Tijuca. Finalizou a obra e, em 1998, inaugurou o Barra D’Or. Hoje, o grupo é o maior operador independente de hospitais privados (não ligados a planos) do país. São 22 unidades entre Rio, Recife e São Paulo.

Enquanto não faz mais aquisições — ele não revela quais, mas afirma já ter novos alvos —, a rede pretende montar aqui, até 2012, um braço do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (ID’or), dirigido pelo neurocientista Jorge Moll Neto, um dos cinco filhos do fundador. Além disso, faz parte dos planos do grupo ampliar o número de leitos de UTI e qualificar os hospitais recém-comprados para que sejam reconhecidos por organizações internacionais como a Joint Commission. “Nossas ambições paulistanas não têm limites”, diz Jorge Moll.

Fonte: Giuliana Bergamo,Veja São Paulo,13/07/2011

“Procuramos as praças onde existem pagadores”, diz diretor da Rede D´Or

Com faturamento de R$ 2,3 bilhões* em 2010, a Rede D´Or é o maior grupo hospitalar independente do Brasil. Nos últimos anos protagonizou grandes movimentações em São Paulo como, por exemplo, a compra do São Luiz, com mais de 800 leitos, o Hospital Brasil, em Santo André, e Assunção, em São Bernardo do Campo.

O diretor executivo da Rede D´Or, Rodrigo Gavina, concedeu entrevista ao SaúdeWeb sobre os negócios do grupo e a busca por melhorias assistenciais.

Estratégia de negócios e gestão

Saúde Web – Quais são as estratégias de crescimento da Rede D´Or em termos de abrangência e especialidade médicas.

Rodrigo Gavina – Nossa maior estratégia está na qualidade assistencial. Procuramos as praças onde existem pagadores, sempre mais de um, com capacidade de arcar com custos de qualidade assistencial. Os grandes centros são ideais para parcerias e aquisições. Salvador e Brasília são exemplos de praças que temos interesse.

No entanto, algumas regiões não têm diversos pagadores. E, por isso, estamos trabalhando com um modelo de gestão em que, ao invés de comprar a instituição, fazemos a gestão dela. O retorno se dá por meio de um Fee por gestão por exemplo. Temos três hospitais sob esse modelo: São Marcos (Recife/PE), Israelita (Rio de Janeiro) e Cotefil (RJ).

SW – Quanto vocês representam do mercado privado no Rio de Janeiro?

Gavina – No mercado de hospitais privados, não ligados a planos de saúde, nós somos os maiores.

SW – Vocês são forte referência no RJ e possuem instituições também em São Paulo. Particularmente em São Paulo, qual a ambição da Rede D´Or, uma vez que o mercado é bastante pulverizado?

Gavina – A requalificação da nossa rede está sendo fortemente trabalhada. Buscamos acreditar internacionalmente as unidades do São Luiz para que a qualidade assistencial do Rio de Janeiro também esteja presente em São Paulo.

Além disso, existe uma carência de leitos razoável na capital e no Grande ABC. Para isso, estamos ampliando as áreas de alta complexidade do hospital, inclusive UTIs, onde temos grande expertise. A melhoria no atendimento de urgência e emergência também está sendo executada ao longo deste ano.

SW – Novas aquisições em São Paulo estão em vista?

Gavina – Estamos estudando novas possibilidades. Sempre existem propostas para serem analisadas. De concreto – não temos nada, mas estamos abertos.

SW: Por que a escolha de Recife? E quanto ao Sul, é uma possibilidade de investimento?

Gavina – É um mercado de poder aquisitivo importante e pulverizado com relação a pagadores. O Sul costuma ter um pagador ou, no máximo, dois. Portanto, não é tão favorável.

Administração hospitalar

SW – Como é feita a administração dos hospitais associados da Rede D´Or, espalhados por Recife, São Paulo e Rio de Janeiro.

Gavina – Somos 22 hospitais, cinco em São Paulo, três em Recife e o restante no Rio de Janeiro. Eles não carregam a bandeira D´Or, pois os produtos de planos de saúde oferecidos são diferentes. Muitos atendem públicos diferentes também, mais voltados para a classe B e C.

Eles foram adquiridos ao longo dos últimos seis anos e nem todos estão totalmente posicionados como a gente deseja. Estamos trabalhando para reposicioná-los ao longo do tempo. Existe um planejamento para acreditá-los. A intenção é conseguir um nível de assistência que julgamos o melhor possível.

SW – Qual a participação que o grupo tem sobre os associados?

Gavina – Na maioria dos associados temos, pelo menos, 51% de participação. Fazemos a gestão das instituições, mas com sócios.

Segmento laboratorial

SW – Recentemente o Fleury comprou a rede Labs D´Or. Quanto a rede ainda tem de participação no Labs e isso quer dizer que o grupo abriu mão de investir nos serviços laboratoriais?

Gavina – O processo está sendo finalizado, mas vai ficar na ordem de 16% a 17% de participação. E, com isso, a gente ainda é bastante representativo para opinar. Optamos por ficar na cadeia de hospitais, que é o nosso maior talento. No entanto, trouxemos um grande nome do segmento de laboratórios para trabalhar conosco. A gestão fica por conta do Fleury, mas as nossas práticas hospitalares devem – sempre – estar alinhadas com as unidades laboratoriais.

Corpo clínica x Pesquisa e Ensino

SW – Vocês compraram parte das clínicas Rede Oncologistas Associados e Oncotech Oncologia. Qual o objetivo disso e como está estruturado?

Gavina – Com as duas clínicas e o Centro de Oncologia temos um grande grupo oncológico no Rio de Janeiro agora. Com isso, foi fundada a empresa Oncoholding, que representa, praticamente, a metade do mercado de médicos oncologistas.

A aquisição aconteceu para dar suporte à assistência oncológica no Rio de Janeiro, tendo em vista a inauguração do Centro, que fica em um prédio anexo ao hospital Quinta D´Or.

SW – A rede D´Or tem um Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. É através de parcerias com universidades que os trabalhos são feitos? Como essas parcerias se dão?

Gavina – Todas nossas atividades estão alicerçadas no ensino e pesquisa. O instituto é a segunda entidade privada do País que mais publica em revista de grande impacto (fonte: Pubmed).

As parcerias** são feitas principalmente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A gente quer fazer com universidades de São Paulo também.

*Informação referente o faturamento foi atualizada nesta sexta-feira (15), às 11h10.

**Outras parcerias do instituto são: UERJ, EMBRAPA, National Institutes of Health (EUA), Manchester University (Inglaterra), Stanford University (EUA) e CNRS (França).

Fonte: SaúdeWeb, 15/07/2011

Rede D´Or inaugura Centro de Oncologia no Rio de Janeiro

A Rede D´Or, que atualmente conta com 17 hospitais próprios no País, inaugurou nesta terça-feira (28) um Centro de Oncologia em um prédio anexo ao Hospital Quinta D´Or, situado no bairro São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.

Tratamento integral é o conceito do novo investimento de R$ 30 milhões do grupo.
Em um mesmo complexo hospitalar, o paciente terá acesso ao diagnóstico, inclusive a métodos radioterápicos, técnicas em quimioterapia, hematologia e oncologia clínica. “É um sonho para qualquer oncologista trabalhar neste centro, pois o que temos aqui não existe igual em outro lugar do Brasil”, afirma Miguel Froimtchuk, médico membro da Rede Oncologistas
Associados.

Com capacidade de atendimento para 70 pacientes por dia, 30 profissionais e 700 m², os serviços de radioterapia já estão em pleno funcionamento. A previsão para o início das demais áreas é de 30 dias.

Do montante alocado, R$ 17 milhões foram destinados às obras de infraestrutura e R$ 13 milhões à compra de equipamentos. Dentre as diversas tecnologias disponíveis, a mais inovadora para o tratamento de tumores refere-se ao equipamento Novalis 6D Classic, fabricado pela multinacional Brainlab.

Trata-se de um equipamento de radioterapia guiado por imagem que permite estender o grau de precisão e eficiência já aplicada à radiocirurgia craniana para diversas outras áreas do corpo. De acordo com o radioterapeuta Felipe Erlich, a única instituição de saúde brasileira que possui o Novalis é a Beneficência Portuguesa, de São Paulo. No entanto, segundo ele, as técnicas utilizadas no centro da Rede D´Or para localizar os tumores e acompanhá-los são mais precisas.

Um sistema de gating, que controla a radiação, é uma das novidades comtempladas pelo equipamento. Alguns marcadores são implantados no paciente, onde o tumor está alojado, e o Novalis consegue reconhecer tais aparelhos, fazendo com que a radiação só seja emitida quando o nódulo estiver no campo de visão.

“É uma alternativa menos invasiva, menos tóxica e sem efeitos colaterais”, enfatiza Erlich. Segundo o radioterapeuta, em um paciente com câncer de próstata em fase aguda, por exemplo, o nível de toxicidade pode ser reduzido em até 40% por meio desse tipo de tratamento.

Outras técnicas como a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT), Radioterapia Guiada por Imagens (IGRT), Braquiterapia e Irradiação de Elétrons também fazem parte do escopo de tratamento do centro oncológico.
“Estamos abertos para pessoas de outros estados que quiserem se tratar aqui”, ressalta André Moll, um dos diretores da Rede D´Or.

Investir em tratamentos de alta complexidade faz parte da estratégia de negócios do grupo. A crescente incidência de casos de câncer no mundo, atrelado ao envelhecimento da população, motivaram a construção do centro oncológico que, há quatro anos, estava sendo prevista.

O câncer é a 2º maior causa de morte no Brasil, ficando atrás das doenças cardiovasculares. No entanto, é a primeira causa de morte no mundo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 2007, a doença levou à morte cerca de 7,9 milhões de pessoas. As estimativas para 2030 são de 12 milhões.

“Infelizmente a incidência de câncer continuará a crescer. Por isso buscamos oferecer ao paciente, além da cura, maior qualidade e expectativa de vida e sobrevida maior e melhor”, diz Erlich.

Fonte: SaúdeWeb,29/06/2011

Fleury finaliza compra do Labs D’Or por R$ 1,19 bilhão

SÃO PAULO – O grupo Fleury, empresa de diagnósticos e medicina preventiva, informou hoje que a compra de 100% da Labs Cardiolab, formalizando a transação acertada entre as partes em 15 de dezembro. A Labs Cardiolab fazia parte da carioca Rede D’Or, fundada pelo médico Jorge Moll, em 1977.

O negócio, conforme informou o Fleury, inclui 57 unidades de atendimento concentradas no Estado do Rio de Janeiro (as chamadas Labs D´Or) e operações diagnósticas em 21 hospitais.

Segundo o fato relevando divulgado hoje, o valor total do negócio é estimado em R$ 1,19 bilhão. Em 30 de abril deste ano, Labs Cardiolab apresentava endividamento líquido de aproximadamente R$ 24 milhões.

O Fleury divulgou que a aquisição será concretizada em suas etapas: na primeira etapa, prevista para o próximo dia 31, serão comprados 50% do capital da Labs Cardiolab, com pagamento de R$ 620 milhões, sendo R$ 434 milhões em 1º de agosto e R$ 186 milhões daqui a seis meses.

Na segunda etapa, prevista para 120 dias após o fechamento da primeira etapa, o Fleury incorporará os 50% restantes, com a a entrega de 24,9 milhões de ações da companhia aos atuais sócios da Cardiolab, representativas de 50% de seu capital votante e total.

Segundo o fato relevante, “essas ações, que serão emitidas por ocasião da incorporação das ações da Labs Cardiolab e representarão aproximadamente 15,94% da companhia resultante”.

Fonte: Lílian Cunha, Valor Econômico, 14/07/2011

Rede D’Or fará mais aquisições este ano

A carioca Rede D’Or, que acaba de adquirir o controle do Hospital São Luiz, um dos mais importantes de São Paulo, promete dar sequência à estratégia de expandir seu poder de fogo via aquisição de outras unidades da rede hospitalar privada do país. O vice-presidente do grupo, José Roberto Guersola, disse ao Valor que ainda este ano o mercado terá novas notícias de aquisições da rede.

“Não vamos parar não. O próprio São Luiz tinha uma planejamento de expansão, via aquisições, que vamos dar continuidade. Vamos juntar forças. Ainda este ano teremos novidades, com certeza”, afirmou. Segundo Guersola, a parceria com o banco BTG Pactual, firmada em abril, foi muito importante para os planos de crescimento da Rede D’Or, seja pelo reforço da capacidade financeira, seja por ter acrescentado ao grupo maior capacidade de negociação na hora de fechar os contratos.

O BTG entrou na Rede D’Or por meio de subscrição de debêntures conversíveis em ações. O volume subscrito não foi revelado pelas duas partes, sendo destacado apenas que não foi suficiente para retirar do médico carioca Jorge Moll, fundador da Rede D’Or, a condição de acionista majoritário do grupo.

Guersola disse que a aquisição do São Luiz, com três unidades hospitalares, foi “extremamente importante” para os planos do grupo carioca, que vem perseguindo, por meio de uma gestão muito ajustada, a combinação de serviços de qualidade com retorno de capital no difícil mercado de saúde privada.

Para o vice-presidente da Rede D’Or, o setor segue sendo muito pulverizado, favorecendo a continuidade do processo de consolidação, que ele considera “inevitável”. Paralelamente, segundo ele, os hospitais beneficentes, que gozam de incentivos fiscais, vão seguir crescendo, com destaque para alguns deles, como os paulistas Albert Einstein e Sírio-Libanês.

Com a compra do São Luiz (803 leitos), a Rede D’Or, que já havia adquirido em abril o Hospital Brasil (249 leitos), em Santo André, atingiu 1.052 leitos em São Paulo, mercado do qual estava ausente até o primeiro trimestre deste ano. O total representa mais da metade dos quase 2 mil leitos que o grupo possui no Rio de Janeiro, seu principal mercado.

Com a nova aquisição, o grupo se consolida como maior grupo hospitalar privado do país, com faturamento na casa dos R$ 2,3 bilhões anuais. Uma das prioridades do grupo continua sendo a de contar com um hospital voltado exclusivamente para o segmento de mais alta renda do Rio de Janeiro.

Como não conseguiu se entender com os controladores do Hospital Samaritano (de Botafogo, zona sul) para comprar o pacote já pronto, o grupo vai investir na construção de um hospital novo com as mesmas características em Copacabana, a ser inaugurado em 2012, segundo Guersola. A unidade ainda está em fase de projeto. O executivo disse também que ainda não está descartada a compra do Samaritano.

Além disso, o grupo carioca inaugura este ano um hospital de grande porte em Cascadura, zona norte do Rio, e já decidiu também construir outros dois, um em Duque de Caxias, o primeiro do grupo na Baixada Fluminense, e outro em Niterói, também na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Com a compra das três unidades da rede paulistana (Itaim, Morumbi e Tatuapé), a Rede D’Or passa a contar com 17 hospitais próprios e 2 sob gestão, além de 65 unidades de diagnóstico (o grupo é dono da rede Labs D’Or). Além do Rio e de São Paulo, a rede atua em Pernambuco e no Paraná.

Foto: André Esteves, CEO Banco Pactual

Fonte: Chico Santos, Valor Econômico, 08/09/2010

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta