Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

Cirurgiões cardíacos defendem boicote ao SUS

Publicidade

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular lançará uma campanha nacional para que os seus 1,2 mil associados deixem de operar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida é uma retaliação contra o preço pago para a equipe – cerca de R$ 940 para quatro cirurgiões e outros dois profissionais, no caso de uma cirurgia de revascularização (ponte de safena). No Rio de Janeiro, planos de saúde pagam até R$ 13,5 mil pelo procedimento.
e receba os destaques em sua caixa de e-mail.   
A crise atinge alguns Estados – Goiás não faz cirurgias cardíacas eletivas desde 2 de dezembro. O Ministério Público intermedeia negociações entre médicos e a Secretaria de Saúde da Bahia para evitar que o serviço seja paralisado. Em São Paulo, os médicos ainda se organizam para criar uma cooperativa. O foco será a negociação com planos de saúde, que pagam cerca de R$ 1,5 mil por cirurgia para a equipe.
O secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, considera a remuneração das cirurgias cardíacas compatível com os recursos do SUS. “Não há como fazer comparações com o que é pago pelos planos”, disse.
Ele observou que o per capita na área privada é de cerca de R$ 1,4 mil, bem mais que o per capita do sistema público, que não chega a R$ 700. “Há subfinanciamento do setor”, resume. “A tabela apresenta uma remuneração compatível com os recursos existentes.” Beltrame ressaltou que não recebeu reclamação formal dos cardiologistas sobre a baixa remuneração. “Estamos abertos ao diálogo.”
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo
Você tem Twitter? Então, siga https://twitter.com/ e fique por dentro das principais notícias do setor.
 

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta