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Cientistas testam em ratos novas terapias contra lesões da medula espinhal

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A combinação de diferentes terapias possibilitou a recuperação motora de ratos em até 70%, após lesão medular. Os cientistas utilizaram células de Schwann (CS) – encontradas no sistema nervoso periférico e que produzem o isolante mielina nos nervos – combinadas com as substâncias AMP cíclico, molécula presente no organismo que participa de diferentes reações intracelulares, e o Rolipram, medicamento usado normalmente como antidepressivo. A pesquisa foi realizada durante dois anos pelo professor Francisco Carlos Pereira, do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.
Para este experimento, as células de Schwann foram multiplicadas em cultura. A associação das células de Schwann com as duas substâncias AMP cíclico e a droga Rolipram apresentou excelentes resultados, segundo o pesquisador. As células e o AMP cíclico foram injetados na medula lesionada dos ratos, enquanto o Rolipram foi administrado por via sistêmica nas duas semanas seguidas à lesão, informa a Agência USP.
Entre os principais resultados observados pelos pesquisadores está a recuperação da capacidade motora dos animais em cerca de 70%, oito semanas após as cirurgias.
Os estudos do professor Francisco Carlos Pereira foram desenvolvidos durante estágio de pós-doutoramento, com bolsa da Fapesp, e realizados no The Miami Project to Cure Paralysis da Universidade de Miami, em Miami, Florida, EUA, coordenado pela cientista norte-americana Dra. Mary Bartlett Bunge. Também teve a participação do cientista australiano Dr. Damien Pearse. O artigo assinado pelos cientistas, em que é descrito o avanço nessa área, acaba de ser publicado na revista científica Nature Medicine, dos EUA.

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