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CFM cria protocolo para realização de cirurgia plástica

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Na última quinta-feira, (12), o Conselho Federal de Medicina (CFM), lançou um  protocolo  que tem como objetivo contribuir para que a relação nos consultórios seja ainda  mais transparente e segurança tanto para os profissionais, quanto para os que buscam atendimento. Além de estabelecer critérios e exigências para a prática profissional em cirurgia plástica, o Protocolo Informativo estabelece mecanismos capazes de desestimular aqueles que realizam procedimentos deste tipo sem condições éticas, técnicas e sanitárias.

De acordo com Conselho, são orientações para que seja possível ter a certeza de que cada passo no processo de atendimento foi cumprido, anotado, dito e comunicado ao paciente.

Preenchimento

O protocolo, que antes de ser concluído foi discutido exaustivamente com especialistas em cirurgia plástica – será mais uma forma de dar segurança ao paciente. De acordo com a organização, o documento não impede ou é garantia de ausência de complicações em uma cirurgia. Para ele, sua força reside no fato de – após sua leitura, preenchimento e assinatura – representar que houve o devido esclarecimento do processo a ser realizado, inclusive com alertas para possíveis riscos, complicações e etapas que devem cumpridas entre a primeira consulta e o pós-operatório.

“Qualquer procedimento envolve riscos. A Medicina não é uma ciência exata. Na sala de cirurgia ou mesmo após, podem ocorrer problemas que não foram previstos. O protocolo representa que médico e paciente estão de acordo e cientes dessas possibilidades e que tomaram as medidas para reduzir estes riscos”, afirma o presidente do CFM, Roberto Luiz d”Avila.

O documento divulgado pelo CFM é simples na sua forma, mas criterioso em sua extensão ao incluir várias etapas.  O protocolo prevê que, juntos, médico e paciente preenchem o formulário que inclui dados relativos à identificação, patologia e indicação, exames pré-operatórios e consulta pré-anestésica (com base em orientações da Sociedade Brasileira de Anestesiologia).

Também aborda aspectos da qualificação do profissional, do local de atendimento e dos equipamentos específicos. Abrange ainda o próprio ato cirúrgico (preparo do paciente, instalação do ato anestésico, início e fim do ato cirúrgico e remoção) e o pós-operatório.

Disponível

Todos os itens podem se desdobrar em vários subitens, chegando a tratar de aspectos como curativos e contenções, uso de drenos, sondagens, posição no leito, presença de acompanhantes, medicamentos gerais, medicamentos específicos, controle de diurese e de sinais vitais, entre outros. A íntegra do documento será encaminhada – por meio eletrônico – para todos os médicos com e-mails informados aos conselhos de medicina. Além disso, estará disponível para download a partir do site do CFM.  No site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também é possível encontrar esse acesso.

O protocolo de segurança não substituirá o prontuário médico. A indicação é que todas as especificações e documentos correspondentes deverão constar no prontuário médico. Ele integrará o Manual de Fiscalização em estudo pela Comissão do Departamento de Fiscalização do Conselho Federal.

O formulário deverá ser preenchido e assinado em duas vias, sendo uma entregue ao paciente ou responsável e outra fica na posse do médico. “Exercer medicina é responsabilidade constante. Ambos, médico e paciente, têm que ter consciência da complexidade de uma cirurgia plástica. É preciso um criterioso exame pré-operatório e um local adequado com recursos para manutenção de todos os procedimentos para atender qualquer intercorrência. O risco deve ser sempre menor que o benefício”.

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