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Cerca de 60% dos idosos hospitalizados em São Paulo apresentam reações adversas a medicamentos

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Em pesquisa para tese de doutorado da Faculdade de Medicina da USP, a geriatra Maria Cristina Guerra Passarelli identificou grande prevalência de reações adversas entre os pacientes idosos de um hospital público da Grande São Paulo. Em um grupo de 186 idosos hospitalizados, com idade média de 73 anos, 155 (61,8%) apresentaram reações adversas a medicamentos e 24 tiveram reações em mais de uma situação. Em 21 idosos, os efeitos colaterais constituíram a causa da internação e em 86, surgiram durante a hospitalização.
As reações adversas mais comuns foram intoxicação digitálica e a hipocalemia. Os medicamentosque mais provocaram efeitos colaterais foram captropil, furosemida e hidrocortisona.
Em 77,8% dos casos, os efeitos melhoraram ou desapareceram, em 10,6% prolongaram a internação e em 3% levaram a óbito.
O estudo também mostra que os dias de internação são maiores entre os idosos que sofreram reações adversas, passando de 10,41 dias para 19,99.
Os fatores de risco foram número de doenças diagnosticadas por paciente, número de medicamentos consumidos por cada um e emprego de medicamento inapropriado. Dos 186 pesquisados, 125 receberam medicamentos que não eram apropriados para idosos.

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