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Centrinho responde por 80% dos implantes cocleares via SUS

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O Hospital de Reabilitação de Anomalias Cranio-Faciais da USP, em Bauru – SP, conhecido como Centrinho, realiza 80% dos implantes cocleares feitos no Brasil via Sistema Único de Saúde. O tratamento consiste no implante de uma prótese computadorizada que possibilita ao paciente uma sensação auditiva, indicado a portadores de deficiência auditiva grave não solucionados por aparelhos de amplificação sonora comuns. As informações são da Agência USP de notícias. Desde 1990, o Centrinho contabiliza cerca de 400 cirurgias deste tipo, atendendo de bebês a idosos. O procedimento pode custar até R$ 80 mil na rede particular de saúde, sendo R$ 60 mil da prótese e R$ 20 mil da cirurgia. O implante coclear multicanal utilizado no Centrinho é procedente dos Estados Unidos, Áustria ou Austrália. O produto é biocompatível (não causa rejeição), e tem aprovação da Food and Drug Administration (FDA) norte-americana.
O implante é formado por componentes internos e externos que substituem o órgão de Corti, responsável pela audição. O dispositivo funciona com o estímulo de várias partes da cóclea (área do Corti), transformando energia sonora em sinais elétricos. Os sinais são codificados e enviados ao córtex cerebral para formar a sensação auditiva.
O paciente que recebe o implante começa a sentir a sensação auditiva apenas no período de recuperação da cirurgia, que dura cerca de 45 dias. Além disso, é necessário um acompanhamento intenso para que o paciente aprenda os significados dos sons. Segundo Orozimbo Alves da Costa Filho, médico do Centrinho, o implante não é indicado para qualquer tipo de deficiência auditiva.

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