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Casos da superbactéria em Minas não foram notificados

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A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que está investigando os casos de contaminação pela superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) notificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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A secretaria alega não ter recebido registros da infecção por parte dos hospitais. Na sexta-feira passada (22), a Anvisa divulgou 12 notificações de contaminação pela KPC em Minas Gerais, de julho de 2009 a julho de 2010. A agência também registrou três casos no Espírito Santo, quatro em Goiás e três em Santa Catarina. Em São Paulo, foram 70 casos e 24 mortes.
Segundo a Anvisa, os hospitais são obrigados a fazer a notificação somente em caso de surto. “Após anúncio da Anvisa da existência de 12 casos no estado, a Secretaria de Saúde está investigando a procedência dos mesmos, embora não tenha sido, ainda, notificada oficialmente pelos hospitais”, informou em nota a secretaria.
O Distrito Federal (DF) registrou o maior número de casos da KPC até o momento. Foram 154 registros de janeiro a 15 de outubro, segundo a Anvisa. A Secretaria de Saúde do DF informou que até o dia 21 foram registradas 183 ocorrências e 18 mortes. Um levantamento feito na semana passada pela Agência Brasil constatou 18 casos confirmados na Paraíba e 24 no Paraná, conforme informações fornecidas pelas respectivas secretarias estaduais de Saúde.
A carbapenemase (o C da KPC) é uma enzima que dá, a alguns tipos de bactéria, resistência a antibióticos de uso habitual. Os casos, até agora, estão restritos a pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A superbactéria pode ser transmitida por contato direto ou pelo uso de objetos em comum. Especialistas apontam que lavar as mãos com água e sabão é a medida mais eficaz para evitar a disseminação da KPC e dos microorganismos resistentes no ambiente hospitalar.
Para estimular o hábito da higiene das mãos entre os profissionais de saúde e visitantes, a Anvisa baixou uma resolução tornando obrigatório o uso de álcool (líquido ou em gel) para assepsia em hospitais públicos e privados.
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