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Carta Aberta – Unificação da Tabela do SUS

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Recife, 13 de fevereiro de 2008.
Carta Aberta
Prezados Senhores,
Conforme informamos através do informativo MV emitido em 11/02/2008, o DATASUS liberou naquela data uma nova versão do SISAIH01. Essa nova versão, que deverá ser utilizada para a digitação do faturamento da competência do mês de janeiro/08, trouxe várias correções de bugs, tais como:
1) Importação das OPMEs, que até então não realizava adequadamente;
2) Correção na importação do CPF do Diretor Clínico;
3) Correção do Prestador por Equipe. O sistema permitia que o mesmo prestador fosse colocado como cirurgião e auxiliar ao mesmo tempo;
4) Correção da importação errada do Caráter de atendimento, ou seja, importava o código 00 quando devia importar o código 01.
Além das correções realizadas, a nova versão instituiu novas críticas que até a data de 11/02 estavam como advertência e agora passaram a rejeitar as contas, inviabilizando qualquer possibilidade de avanço.
Outro ponto que entendemos como gravíssimo e merece a atenção de todos os prestadores e gestores é que a versão liberada em 11/02 ainda não permite que os hospitais entreguem sua produção já que ainda contém erros, inclusive primários, tais como:
1) Ainda não possui a função de geração do protocolo de entrega;
2) O programa de recepção de disquetes a ser utilizado pelas secretarias de saúde não aceita mais de um arquivo de um mesmo hospital e leva mais de um minuto para consistir cada AIH processada. Absolutamente impraticável;
3) O SISAIH01 não permite a alteração de um item digitado errado. Para corrigir algum erro, o operador precisa ser excluído e digitado novamente;
4) Não tem nenhum relatório gerencial funcionando e do operacional só funciona o espelho da conta.
Na busca da solução dos problemas causados pela unificação das tabelas, a MV Sistemas tem mantido uma equipe de 20 pessoas trabalhado em regime de praticamente 24 horas diárias, buscando disponibilizar para seus clientes estas constantes alterações que infelizmente têm gerado enorme impacto nas atividades dos hospitais. No entanto, a ciranda de mudanças impostas e alteradas diariamente pelo DATASUS está dificultando a estabilização das rotinas utilizadas pelos clientes. Esperamos que em breve o DATASUS possa disponibilizar uma versão estável, com os problemas e inconsistências resolvidos, devolvendo à rede prestadora de serviços a tranqüilidade necessária.
Apesar da boa vontade e da elogiável presteza dos técnicos do DATASUS, entendemos que o quadro de pessoal daquela instituição é insuficiente apara atender o tamanho da demanda que este projeto está consumindo.
A MV Sistemas propôs, em várias oportunidades, que a tabela unificada fosse implantada em paralelo, fato que não foi aceito pelo Ministério da Saúde e, para nossa surpresa, a mudança foi implantada sem que os programas de digitação, recepção e controle tivessem sido concluídos.
As portarias continuam sendo publicadas com vigência retroativa, as regras de importação e inclusão de campos obrigatórios são estabelecidas e não publicadas, tornando caótica a vida dos prestadores que possuem sistemas corporativos e que necessitam implementar estas mudanças.
O Ministério da Saúde, através da coordenação da Tabela Unificada, define e publica regras que deveriam ser inseridas nos sistemas do DATASUS, sendo que em muitas vezes essas rotinas são implementadas de maneira diferente daquilo que foi publicado ou informado. Exemplos:
1) Críticas entre o procedimento X CBO ficam desabilitadas;
2) Críticas entre o procedimento X CID ficam desabilitadas;
3) Caráter de atendimento fica opcional, isto é, pode ficar em branco.
Informações e regras que constam das orientações dos arquivos LEIAME.txt, constantes dos diversos sistemas do DATASUS, não batem com as regras existentes nos sistemas, ou seja, muitas vezes os programas se comportam de maneira totalmente adversa ao que está sendo informado no LEIAME.txt, assim como também diferem do conteúdo estabelecido pela lista de discussão da descentralização.
A diretoria da MV Sistemas tem procurado os canais adequados para tentar minorar esta situação.
Já solicitamos à Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) que intercedesse junto ao Ministério da Saúde para buscar uma alternativa capaz de minorar o sofrimento da rede prestadora de serviços.
Também contatamos o deputado federal Darcísio Paulo Perondi, presidente da Frente Parlamentar da Saúde, que se prontificou em procurar imediatamente o Ministro da Saúde para buscar uma alternativa para este caos.
Ontem, o Deputado esteve em audiência com o Ministro da Saúde que determinou a solução imediata dos problemas e que seja criado uma solução, também imediata, para o pagamento dos prestadores.
Sabemos da apreensão dos técnicos e da diretoria dos nossos clientes e de toda rede prestadora de serviços, até porque nossos profissionais têm virado noites e noites na busca de alternativas, mas só podemos adequar nossos sistemas depois que o DATASUS adequar, corrigir, estabilizar e disponibilizar os seus sistemas.
Continuaremos na busca do melhor caminho, mas solicitamos aos prestadores que pressionem seus gestores e o Ministério da Saúde na busca de uma solução alternativa, seja de pagamento por estimativa ou extensão do prazo para entrega.
Atenciosamente,
*Paulo Luiz Alves Magnus, Presidente da MV Sistemas
http://www.mv.com.br/ – Recife – PE – Brasil – +55-81-3972-7000

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