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Capacitação e envolvimento são caminhos para o sucesso da gestão familiar

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Conhecer bem o negócio e capacitar seus herdeiros para que conheçam seus deveres e limites, são alguns dos pontos que fazem uma gestão familiar ser bem sucedida. Esta é dica que Luiz Kignel, sócio-Diretor da Pompeu, Longo, Kignel e Cipullo Advogados salientou no segundo dia do Saúde Business Fórum, na Ilha de Comandatuba. Durante sua palestra, que abordou ?A nova geração de administradores hospitalares: Sucessão familiar bem sucedida?, Kignel fez um alerta: o negócio familiar deve ser visto separadamente do ?negócio família?. ?É preciso destacar que o negócio familiar não é a extensão da família, sendo necessário haver um planejamento para se criar regras de convivência, condições de capacitação profissional, regras de contratação e exclusão, assim como ordenar a entrada e saída dos sócios?, comenta o palestrante.
Diferente das gestões médicas, surgiu nos últimos anos uma nova geração de hospitais que possuem gestão familiar, compostas de sócios gestores, sócios investidores que não atuam na área médica, mas que vão herdar o negócio. Com esta crescente tendência no mercado, muitas empresas acabam quebrando por não planejarem sua gestão e sucessão. De acordo com Kignel, no Brasil as empresas familiares não chegam em sua terceira geração. Segundo ele, os principais problemas são detectados na administração do negócio, da família, dos conflitos patrimoniais e gerenciais e na discussão da condução do negócio.
Uma das ações legais que os hospitais e empresas devem ter é estabelecer regras de votação para resolução dos conflitos patrimoniais, convivência, abertura de capital, investimentos e entrada de outros sócios herdeiros, através de um Acordo Societário, onde serão determinadas as regras de ações operacionais e macrodecisões corporativas. No caso de investimentos em equipamentos, por exemplo, a decisão deve sempre ser da gestão administrativa da instituição, enquanto questões como a abertura de capital e ampliação das instalações fazem parte das decisões do Conselho Familiar.
Depois da mudança no Código Civil Brasileiro, ocorrida em 2002, que passou a vigorar em 2003, os hospitais e empresas de uma maneira geral passaram a cuidar mais de seu patrimônio. ?As duas principais mudanças, que dizem respeito à inclusão do cônjuge como herdeiro necessário do negócio e a União Estável, causaram um aumento na demanda de testamentos, que anteriormente eram dois por mês e agora são oito. Não existe uma receita pronta para o sucesso na gestão familiar, porém o caminho pode ser mais assertivo se todos estiverem envolvidos e preocupados com o negócio, além de estarem capacitados para esta gestão?, conclui.

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