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Câncer é a doença mais cara do mundo

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O câncer, além de ser a principal causa de morte do mundo, é também a doença mais cara, segundo estudo da Sociedade Americana de Câncer. De acordo com o relatório, os gastos com câncer em produtividade e perda de vidas superam os de aids, malária, gripe e outras doenças contagiosas.

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Doenças crônicas, como câncer, diabete e cardíacas representam mais de 60% das mortes no mundo. No entanto, menos de 3% de ajuda pública e privada vai para a saúde global.

O relatório constatou que o custo econômico do câncer em 2008 foi de US$ 895 bilhões (R$ 1,5 trilhão), o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O câncer de pulmão e relacionados respondem por US$ 180 bilhões desse total. As doenças cardíacas vêm em segundo lugar, com um impacto econômico de US$ 753 bilhões (R$ 1,3 trilhão). O valor só abrange a questão da incapacidade física e os anos de vida perdidos – não o gasto com tratamentos, que não foi abordado no texto.

“O dinheiro não deve ser retirado do combate a doenças contagiosas, mas o montante atribuído ao câncer está longe do impacto que o problema tem”, disse o diretor médico da Sociedade Americana de Câncer, Otis Brawley.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) previu que o câncer ultrapassaria, em 2010, as doenças cardíacas como a principal causa de morte no mundo. Cerca de 7,6 milhões de pessoas morreram de câncer em 2008, e cerca de 12,4 milhões de novos casos são diagnosticados a cada ano.

O consumo de cigarro e a obesidade estão contribuindo para um aumento nas doenças crônicas, enquanto vacinas e melhores tratamentos levam à queda de algumas doenças infecciosas.

Devido à inúmeras reivindicações, a Assembleia Geral das Nações Unidas concordou em fazer uma reunião anual a partir de 2010 sobre o tema. Especialistas em políticas públicas comparam essa tentativa à iniciativa global que levou a um grande aumento nos gastos com a aids há quase uma década.

O relatório da Sociedade Americana de Câncer foi elaborado com base no guia para sobreviventes de câncer Livestrong, da Fundação Lance Armstrong.

Os pesquisadores usaram relatórios sobre morte e incapacidade física da OMS, além de dados econômicos do Banco Mundial. Eles calcularam os anos de vida que a doença tira da capacidade produtiva das pessoas.

*Com informações da Associated Press

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