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Brasileiro desenvolve novo método para cirurgia ortopédica

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O Dr. Rogério Naim Sawaia, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital Panamericano, de São Paulo, desenvolveu uma nova técnica para o tratamento de fraturas das articulações do quadril, principalmente aquelas denominadas transtrocanterianas. Batizada de Técnica de Sawaia, a novidade está sendo apresentada à classe médica brasileira com aceitação. O método mostrou resultados superiores na recuperação do paciente em relação ao procedimento padrão. Atualmente, a cirurgia mais indicada para o tratamento de fratura do quadril é o sistema DHS, em que é feito um corte de cerca de 15 centímetros na face lateral da coxa para fixação de um pino e uma placa no local lesionado. Apesar da eficiência na fixação, este método apresenta desvantagens como grande perda de sangue devido ao tamanho do corte (o que acarreta a necessidade de transfusão de sangue durante a operação), dor prolongada, maior tempo de recuperação e risco de complicações pós-operatórias.
A Técnica de Sawaia baseia-se na arquitetura do sistema DHS, mas com uma incisão de apenas três centímetros. Segundo o especialista, o corte menor propicia redução no tempo de cicatrização, diminuindo a dor e o período de imobilização e internação, além de evitar a necessidade de tranfusão de sangue. Tais fatores permitem uma recuperação mais rápida do paciente e menor risco de complicações.
As pesquisas do dr. Sawaia tiveram início em 2001, com a avaliação de 130 pacientes submetidos à nova técnica no Hospital Panamericano. De difícil tratamento, as fraturas das articulações do quadril são comuns principalmente entre pessoas com idade acima de 60 anos, que apresentam menor resistência muscular e estão mais propícias a sofrer de doenças ósseas.
Além disso, no caso de pacientes idosos, os riscos de complicações pós-operatórias são maiores em função de fatores como pressão alta e baixa resistência imunológica. Segundo pesquisas, o índice de mortalidade entre pacientes que sofrem fratura da articulação do quadril é de 13% a 20% no primeiro ano pós-operatório.

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