Semana da Saúde 2017 Semana da Saúde: discuta os principais assuntos de Tecnologia da Informação em 10 Webinars. Reserve seu lugar! Clique aqui

Brasil produzirá remédio contra rejeição de transplantes

Publicidade

Um acordo que foi assinado na última quarta-feira (30), entre a multinacional Roche e a Fiocruz, permitirá que o Brasil passe a produzir o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins. Ainda em 2011 a Fundação fornecerá nove milhões de comprimidos ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a incorporação do todo o processo de produção do medicamento, a estimativa é que o gasto anual do governo diminua nos próximos anos. A partir de 2012, a Fiocruz produzirá 20 milhões de comprimidos do Micofenolato de Mofetila por ano. A parceria com a Roche também prevê intercâmbio científico para o desenvolvimento de novos tratamentos e transferência de tecnologia para a produção de medicamentos contra câncer, doenças neurológicas e virais. O presidente mundial da Roche, Severin Schwan, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, participaram da assinatura, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e da Roche, Severin Schawn, dão entrevista após a assinatura do acordo (Foto: Peter Ilicciev)
Para o presidente da Fiocruz, o acordo com a multinacional permitirá aumentar a sustentabilidade do SUS e é mais uma grande aposta no fortalecimento da política nacional de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de abrir oportunidade para outras parcerias. “Essa capacidade de diálogo e intercâmbio tecnológico e científico é fundamental para o país e para gerar benefícios para a população e seguramente será usada em futuros acordos do tipo”. Gadelha lembrou que o projeto contribui para reduzir o déficit comercial brasileiro na área da saúde e que a Fundação e o Brasil ganham ao firmar parcerias com empresas que investem em ciência e tecnologia. “Estamos garantindo o acesso a medicamentos pelos brasileiros e assim ampliando os indicadores de saúde nacionais”.
Segundo o diretor do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Hayne Felipe, o acordo possibilita à instituição incorporar novas tecnologias e aumenta sua autonomia, reforçando a soberania brasileira no setor de medicamentos. O presidente mundial da Roche, Severin Schawn, afirmou que não veio ao Brasil apenas pela parceria firmada nesta quarta-feira, mas para desenvolver uma cooperação de longo prazo com a Fundação e o país. “É uma oportunidade para inovar e para crescermos juntos. Por isso não penso em termos de meses ou em projetos de curto prazo. O Brasil é cada vez mais importante no mundo e a Roche, que está aqui há 80 anos, quer ficar pelo menos mais 80”.
A parceria com a Roche levará a uma redução do preço praticado com o Ministério da Saúde (MS) durante o período de transferência de tecnologia (o valor passará de R$ 1,87 para R$ 1,67) e também propiciará o domínio de todas as fases do processo, incluindo a produção do insumo farmacêutico ativo (IFA). Outro ganho virá com o intercâmbio de pesquisadores, já que a ocorrerá a participação da Fiocruz no desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento de doenças de interesse para o MS.
O número de transplantes realizados no país apresenta crescimento sustentado nos últimos. Enquanto em 2003 foram realizados 12.722 procedimentos, em 2009 o Brasil contabilizou 20.253 cirurgias desse tipo – um aumento de 59,2%. Só no primeiro semestre deste ano, o número de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão) chegou a 2.367. A quantidade é 16,4% maior que o número de procedimentos realizados no mesmo período do ano passado (2.033 transplantes).
A Roche é uma empresa suíça e ocupa a sétima posição no ranking das maiores empresas farmacêuticas em âmbito mundial, com um faturamento de 49,1 bilhões de francos suíços (US$ 50,7 bilhões) e investimento em pesquisa e desenvolvimento de 9,9 bilhões de francos suíços (US$ 10,3 bilhões), em 2009. A multinacional atua nas áreas de medicamentos e diagnósticos, com foco em oncologia, infecções virais, disfunções dos sistemas metabólico e nervoso central e doenças inflamatórias. Em 2009, com a aquisição da Genentech, empresa líder em biotecnologia, por US$ 46,8 bilhões, a Roche assumiu também a liderança no setor de oncologia.

Você tem Twitter? Então, siga http://twitter.com/#!/sb_web e fique por dentro das principais notícias de Saúde.

 

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta