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Brasil instalará 10 Unidades de Pronto Atendimento no Haiti

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O modelo de atenção à saúde básica desenvolvido no Rio de Janeiro, por meio das chamadas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), será levado à capital Haitiana, Porto Príncipe, para ajudar na reestruturação da saúde local. Um terremoto atingiu o país há duas semana, deixando cerca de 150 mil mortos, conforme contabilização do Ministério do Interior haitiano.

A informação foi dada nesta segunda-feira (25) pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão, que participou no Rio de Janeiro, ao lado do governador Sergio Cabral, da inauguração da UPA de São Gonçalo, na região metropolitana. Segundo ele, serão instaladas dez unidades na capital do Haiti.

“O Brasil está tendo papel fundamental na reconstrução do país, e esse projeto é tão bom que [com ele] nós também vamos ter papel fundamental da reestruturação do Haiti. Vamos levar dez unidades, que são suficientes para atender 3 milhões de habitantes na capital”, afirmou.

A unidade inaugurada ontem, em São Gonçalo, é a 25ª do estado e a terceira construída com recursos estaduais e federais. Para implantá-la foram investidos R$ 3,57 milhões, sendo R$ 2,6 milhões do ministério e R$ 976 mil do governo do estado. A capacidade de atendimento é de 500 pessoas por dia.

Temporão informou, ainda, que até o mês de março o município de São Gonçalo, que conta com 1,2 milhão de habitantes, deve ganhar mais uma unidade. O objetivo é desafogar os serviços das emergências dos dois únicos nos hospitais da região.

O ministro destacou, ainda, que o modelo desenvolvido no Rio também está sendo implantado em outros estados. Pelo menos outras 300 UPAs estão sendo construídas e até o final do ano a estimativa é que um total de 500 estejam em funcionamento.

“O modelo do Rio é o que está sendo replicado em todo o país. Com isso, vamos ter uma mudança importante no modelo de atendimento de urgência e emergência”, disse. “As UPAs vêm se integrar ao sistema de saúde para qualificá-lo e resolver o problema sério de déficit de atendimento, principalmente nos bolsões de pobreza de todo o país, com filas intermináveis que colocam em risco a saúde da população.”

Segundo o governador Sérgio Cabral, desde que as UPAs começaram a ser implantadas no estado, em maio de 2007, cerca de 4 milhões de atendimentos foram realizados. Em menos de 1% dos casos, houve necessidade de que os pacientes fossem removidos para hospitais.

As UPAs funcionam 24 horas por dia e têm consultórios de pediatria, clínica médica, odontologia, além de laboratório para realização de exames e salas de sutura, raio-X, medicação e nebulização.

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