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Brasil entra na rede mundial de pesquisa da gripe aviária

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Com um saldo de 22 mortes em 31 casos relatados e milhares de aves abatidas, a gripe aviária que assola a Ásia ainda se mantém longe do Brasil. Apesar disso, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, montou um grupo técnico que criará um plano de preparação para a pandemia de influenza, para proteger a população brasileira caso o temido H5N1, variante do vírus da influenza que causa a doença, chegue ao País. Um dos parceiros da iniciativa é o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que integra a rede internacional de vigilância de influenza da Organização Mundial de Saúde (OMS) desde a década de 1950, informa a assessoria de imprensa da Fiocruz.
Se a epidemia de H5N1 atingisse o Brasil, a equipe do laboratório trabalharia na identificação e estudo dos casos e no treinamento de pessoal de outras instituições. Essa tarefa seria dividida com os outros dois integrantes da rede da OMS no País, o Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas, no Pará.
Mas nem tudo se resume à gripe aviária. As 110 instituições de 85 países que participam do grupo da OMS têm como objetivo vigiar, estudar e desenvolver formas mais eficientes de combate às diversas variantes do vírus da influenza, doença que só no Brasil foi responsável por uma média de 140 mil internações por ano entre 1995 e 2001. Os laboratórios que formam a rede são de importância fundamental para a atualização do perfil dos antígenos usados nas vacinas contra influenza, pois analisam permanentemente novos casos da doença, identificando as características específicas dos vírus que circulam entre a população.
Como demoram cerca de oito meses para serem desenvolvidas e aplicadas, as vacinas são fabricadas a partir do perfil dos vírus que circulou no ano anterior.
Os três laboratórios brasileiros recolhem e analisam amostras de todo o País, enviando os resultados à OMS. Além disso, eles devem ficar atentos ao surgimento de novas variedades de vírus, como o H5N1 que agora afeta a Ásia. Paralelamente ao trabalho junto à rede internacional, o laboratório participa do Sistema de Vigilância da Influenza do Ministério da Saúde, criado em 2000, que conta com 24 unidades sentinelas. A função do sistema é monitorar as cepas de vírus da influenza que circula nas cinco regiões do País, responder a situações inusitadas, avaliar o impacto da vacinação, acompanhar a tendência da morbidade e mortalidade associadas à doença e produzir e divulgar informações epidemiológicas para as autoridades de saúde.

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