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Brasil e Inglaterra assinam cooperação bilateral na saúde

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assina nesta sexta-feira (25) os protocolos que permitem a cooperação bilateral Brasil-Reino Unido na área da saúde. Os números expressivos de investimentos do governo britânico com o atendimento a população chamaram à atenção das entidades brasileiras para uma possível troca de experiências e negócios que beneficiem a área da saúde no Brasil. “Os gastos da Inglaterra são gigantescos, chegam a cerca de R$ 350 bilhões por ano com o setor. Embora eles apresentem bons números ainda não temos como quantificar quanto o governo britânico irá investir em nosso país, mas esperamos algo razoável”, afirma o presidente consultivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) e integrante da comitiva brasileira do Ministério da Saúde, Jorge Raimundo.
Os resultados desta cooperação bilateral deverão surtir efeito a partir dos próximos seis meses. Entre os benefícios, espera-se a chegada de novas tecnologias na área de atendimento público, controle orçamentário, novos modelos de construções para a iniciativa privada e menos dispêndio para que uma obra comece e termine no prazo marcado – focado nos padrões britânicos. “O benefício principal é não perder tempo em ter que inventar um processo que já existe. Por outro lado, vemos vários investidores interessados em fazer aplicações no Brasil levando seus produtos e fábricas na área da saúde”, conta.
Em uma troca de experiências, a comitiva brasileira presenciou na prática o funcionamento do sistema de saúde na Inglaterra, com atendimento universal desde a consulta médica até ao acesso a medicamentos. Além disso, a forma de controlar o investimento através da iniciativa privada para pronto atendimento nos bairros e lugares mais carentes, inclusive nos postos de saúde, também foi apresentada. Em contrapartida, a comitiva mostrou para o público de investidores britânicos as oportunidades de investir no Brasil. “A ideia foi expor tudo o que produzimos na área tecnológica para que eles possam não só trazer produtos e modelos para dentro do nosso país, mas também comprar equipamentos que produzimos e que são de alta qualidade”, afirma Raimundo. A estabilidade econômica, a democracia instalada no Brasil e um futuro de país promissor também foram apresentados e recebidos de forma positiva pelo governo da Inglaterra.
De acordo com Raimundo, o Complexo Industrial da Saúde, implementado pelo ministro Temporão, foi um dos motivos que levou o Brasil a buscar por novos investimentos no exterior tanto na área de equipamentos quanto em biotecnologia e inovação tecnológica.
“O aspecto político é muito importante nessa cooperação, uma vez que poderemos nos relacionar com diferentes níveis ministeriais britânicos e conhecer mais a fundo modelos de gestão de países desenvolvidos. Isso tudo favorece nossa constante busca por soluções no segmento, relacionadas a políticas de acesso a medicamentos, incorporação de inovações, entre outras”, concluí o presidente da Interfarma, Jorge Raimundo. 
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