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Brasil doa 300 mil vacinas contra sarampo para a Bolívia

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Foram entregues ontem para a Bolívia 100 mil doses de vacina contra sarampo doadas pelo Ministério da Saúde. O lote complementa a remessa de 200 mil feita última sexta-feira. A vacina foi produzida pela Fiocruz e transportada pelo Unicef. A doação de vacinas de sarampo é possível graças ao estoque disponível após a eliminação da doença no Brasil. Desde 2000, o país não registra casos autóctones (infecção dentro do país) da doença, informou a Agência Brasil O sarampo é responsável por cerca de 900 mil mortes anuais de crianças em todo o mundo. No Brasil, até a primeira metade da década de 80, eram comuns epidemias de sarampo que acometiam centenas de milhares de crianças e chegaram a ser responsáveis por 11.354 mortes no período compreendido entre 80 a 84.
Em 1992, o Brasil estabeleceu a meta de eliminação do sarampo até o ano 2000, tendo implantado um plano nacional para atingir esse objetivo. O plano iniciou-se com uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo naquele ano, que teve como população-alvo todas as crianças com idade dos 9 meses aos 14 anos de idade. Nessa campanha, mais de 48 milhões de crianças foram vacinadas, atingindo-se uma cobertura de 96%.
A Secretaria de Vigilância em Saúde recomenda a vacinação contra o sarampo aos viajantes que se deslocarem para países onde há surto da doença: Venezuela, Colômbia, Coréia, Japão, Filipinas, Paquistão, Itália, Alemanha, Reino Unido e Austrália. Devem ser vacinadas contra o sarampo pessoas de 1 a 39 anos.
Com o avanço no controle do sarampo, os próximos alvos do Ministério da Saúde são a rubéola e o tétano neonatal, que já contam com vacinação intensiva.

       
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