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Brasil assina acordo de transferência de tecnologia para AIDS

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O Brasil assinou um acordo inédito com outros quatro países para criar uma rede de transferência de tecnologia para a AIDS. De acordo com a Agência Brasil, Rússia, China, Ucrânia, Nigéria e o Brasil se comprometeram a trocar informações sobre fabricação de preservativos, medicamentos, melhoria de exames e cooperação na pesquisa de vacinas. O acordo foi assinado em Bangkok, durante a 15ª Conferência Internacional de Aids. A Tailândia não assinou o compromisso e afirmou que vai avaliar a proposta. O objetivo dos países é trocar tecnologia para melhorar a produção local dos insumos, e facilitar inclusive a importação e exportação de genéricos. Segundo Alexandre Grangeiro diretor do programa brasileiro de DST/AIDS, é a primeira vez que o Brasil assina um acordo com essas dimensões, pois trata-se de diversos países com populações muitos grandes e onde a epidemia de AIDS é um importante programa de saúde pública.
De acordo com Grangeiro, o próximo passo é a constituição de um grupo técnico com representantes de cada um dos cinco países para identificar qual é a potencialidade e a necessidade de cada um desses países e, posteriormente, estabelecer áreas especificas para a cooperação. A preparação inicial dos países deve estar concluída até outubro deste ano.
A proposta de criação da rede de tecnologia foi apresentada pelo Brasil, que vai assumir, nesta primeira fase, a implantação do intercâmbio. O acordo já começa a ser aplicado agora. O próximo passo é fazer um levantamento do quadro tecnológico atual por país, a começar por Nigéria e Brasil. A partir do levantamento, será possível saber quais áreas serão priorizadas. O principal interesse levantado pelo grupo nesse início de trabalho é a produção de medicamentos. O Brasil já apresentou também interesse na tecnologia de produção de preservativos por outros países, o que vai contribuir para a implantação da fábrica de preservativos que o governo brasileiro vem executando no Acre.
O projeto da rede de tecnologia já conta com US$ 1 milhão para a sua implantação. Os recursos vêm da Fundação Ford, instituição privada norte-americana sem fins lucrativos.

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