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Boehringer e Eli Lilly fazem parceria contra diabetes

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A Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly and Company anunciaram nesta semana acordo global para desenvolver e comercializar em conjunto um portfólio de produtos para diabetes, atualmente em desenvolvimento. Dentre estes produtos, estão duas substâncias pioneiras de uso oral para diabetes da Boehringer Ingelheim – Linagliptina e BI10773 – bem como dois análogos basais de insulina da Lilly – LY2605541 e LY2963016, além da opção de desenvolver e comercializar em conjunto um anticorpo monoclonal anti-TGF-beta da Lilly.

De acordo com o contrato, a Lilly efetuará um pagamento inicial único de ?300 milhões à Boehringer Ingelheim. A Boehringer poderá receber um total de até ?625 milhões nas etapas regulatórias bem-sucedidas para linagliptina e BI10773. A Lilly estará apta a receber um total de US$ 650 milhões nas etapas regulatórias bem-sucedidas para seus dois análogos da insulina basal. Caso a Boehringer Ingelheim decida pela participação no desenvolvimento de Fase III e possível comercialização do anticorpo monoclonal anti-TGF-beta, a Lilly poderá receber até US$ 525 milhões nas etapas regulatórias bem-sucedidas.

As empresas dividirão de forma equânime os custos de desenvolvimento em andamento. Ambas compartilharão igualmente os custos e margens brutas da comercialização dos produtos.

Segundo comunicado das empresas, a parceria tem o objetivo de fazer frente às necessidades emergentes dos pacientes diante da crescente epidemia global de diabetes.

“Neste esforço conjunto, teremos um dos pipelines de produtos para diabetes mais fortes no setor farmacêutico. Para a Lilly, esta aliança expande a nossa faixa de ofertas para indivíduos diabéticos, reforça a nossa capacidade de cuidar do diabetes e oferece a perspectiva de oportunidades de retornos financeiros a curto prazo, numa época em que teremos que enfrentar a perda de patente de vários de nossos produtos”, disse, em comunicado, o Presidente e CEO do Laboratório Lilly, John C. Lechleiter.

Medicamentos

A Linagliptina é um inibidor da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4) descoberto pela Boehringer Ingelheim e em fase de desenvolvimento na forma de comprimidos de uso oral, dose única diária, para o tratamento do diabetes tipo 2. Está atualmente em fase de avaliação pelos órgãos reguladores dos EUA, Europa, Japão e Brasil.

O BI10773, também da Boehringer Ingelheim, é uma nova molécula inibidora do co-transportador de glicose dependente do sódio (SGLT-2); a empresa iniciou o recrutamento de pacientes para os estudos clínicos Fase III em 2010. Este produto pertence a uma nova classe terapêutica emergente de produtos para diabetes que bloqueiam a reabsorção tubular da glicose nos rins, que ainda não foram aprovados pelos órgãos reguladores.

Os dois produtos da Lilly, análogos da insulina basal, deverão entrar nos testes clínicos de Fase III em 2011. Esses dois produtos da Lilly são: LY2605541, um análogo basal da insulina estruturalmente novo, e o LY2963016, um novo produto de insulina glargina. O acordo entre as empresas oferece também uma opção para a Boehringer Ingelheim desenvolver e comercializar em conjunto outra molécula da Lilly para o diabetes, um anticorpo monoclonal anti-TGF-beta que está atualmente em testes clínicos Fase II em pacientes com diabetes e doença renal crônica.

Sobre o Diabetes

Estima-se que o diabetes afete 285 milhões de adultos no mundo todo e mais de 24 milhões de pessoas nos EUA. No Brasil, estima-se que 9,7% da população adulta sofra com o problema. Entre 90% a 95% dos diabéticos apresentam o diabetes do tipo 2. Os custos do diabetes representam cerca de 174 bilhões de dólares por ano em despesas médicas diretas e indiretas somente nos EUA.
De acordo com a pesquisa dos Centers for Disease Control and Prevention”s National Health and Nutrition, cerca de 60% dos indivíduos com diabetes não alcançam seus níveis almejados de açúcar no sangue com o uso de seus atuais tratamentos. No Brasil, a realidade é ainda pior, pois 76% dos indivíduos não atingem os níveis recomendados.

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