Semana da Saúde 2017 Semana da Saúde: discuta os principais assuntos de Tecnologia da Informação em 10 Webinars. Reserve seu lugar! Clique aqui

Bill Gates quer financiar produção de vacinas no Brasil

Publicidade

Bill Gates, fundador da Microsoft e hoje o maior financiador particular de iniciativas de saúde no mundo, negocia uma doação à Fiocruz e ao Instituto Butantã para transformar os institutos em uma base para a exportação de vacinas. As informações são jornal Estado de S. Paulo.
 

 
O empresário convocou, nesta terça-feira, (17), os ministros de Saúde do mundo para lançar a “década da vacinação” e imunizar 10 milhões de crianças até 2020. O mercado de vacinas no mundo chega a mais de US$ 24 bilhões por ano.
O Ministério da Saúde evidencia entusiasmo com a possibilidade do investimento e confirmou que o primeiro contato entre Gates e o Brasil ocorreu em setembro passado, em Nova York. Na época, ele se reuniu com o então chanceler Celso Amorim. O encontro foi seguido de uma missão enviada pelo americano à Fiocruz e ao Butantã.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que Gates está interessado na Fiocruz e no apoio à produção de vacinas, principalmente a pneumocócica, e em promover mecanismos de gestão que permitam baixar custos de vacinas. O ministro não deu mais detalhes, mas afirmou que o próprio presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, vai aos EUA se reunir com a Fundação Bill e Melinda Gates.
Segundo Gates, a negociação depende do que o Brasil quer de suas instituições. Ele ressaltou que não há nada fechado de concreto por enquanto. E ressaltou que desejam um acordo para permitir a exportação da vacina, juntamente com uma decisão sobre qual vacina o Brasil terá possibilidade de produzir ao menor custo mundial.
De acordo com a publicação, a estratégia de Gates é clara: quer financiar a produção no Brasil de vacinas que entrem no mercado mundial com o menor preço do planeta. Desta forma, conseguiria, com seus próprios recursos, comprar esse produto mais barato e fazer que chegue aos mais necessitados. Para completar, conseguiria reduzir os custos daquela vacina específica, já que outros laboratórios teriam de reduzir preços para poder competir com o produto brasileiro.
Com uma lógica claramente empresarial, ele insiste que não quer investir em várias produções de vacinas pelo mundo apenas para multiplicar a capacidade produtiva dos países.
Gates se tornou o segundo maior doador de recursos para a OMS, superado apenas pelo governo dos EUA. No total, destinou US$ 220 milhões (R$ 356 milhões), quase 20% do orçamento mundial da entidade para o biênio 2011-2012 e acima de qualquer país europeu e emergente.
Reflexão
Nesta terça-feira, (17), Gates deu uma lição a ministros de Saúde de todo o mundo, dando sua versão do que deve ser feito no planeta. Ele pediu que os governos fortaleçam programas de imunização contra doenças infecciosas para salvar 4 milhões de pessoas até 2015 e 10 milhões até 2020.
E anunciou que colocará no mercado de cinco a seis novas vacinas para diferentes doenças até 2020. Para ele, todos os governos deveriam ter como meta a imunização de 90% de sua população contra doenças como meningite, pólio e pneumonia.
 
Você tem Twitter? Então, siga http://twitter.com/#!/sb_web e fique por dentro das principais notícias de Saúde.
 
 

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta