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Big Data em Saúde: um aliado em Pesquisa e Desenvolvimento

O uso de Big Data em Saúde para a tomada de decisões mais assertivas e desenvolvimento de projetos científicos ganhou força nos últimos anos. É o que aponta pesquisa feita pela Accenture com instituições de saúde americanas. Segundo o estudo, 45% dos entrevistados utilizam os dados para fazer uma análise preditiva, 59% usam um sistema de algoritmos para que os softwares operem com mais inteligência e 73% relatam retorno positivo depois de investir em tecnologias como dispositivos móveis do tipo wearables.

No Brasil, apesar de mais modesta, a utilização de analytics e Big Data tem crescido e promete inovações no setor, como explica Alexandre Chiavegatto Filho, professor de Estatísticas de Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). Segundo ele, o Big Data em Saúde dá os primeiros passos por meio do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e da medicina de precisão. “O PEP, por reunir dados em um só local, facilita não só o atendimento hospitalar, como também a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nas universidades”, diz Chiavegatto. Mas, para isso, os hospitais devem se conscientizar sobre a importância de compartilhar todos os dados com as instituições de ensino. “Dessa forma, é possível realizar estudos e análises de baixo custo, monitorando em tempo real pacientes que possuem doenças raras ou novas, como Chikungunya, tanto de dentro do hospital, como da universidade.”

Além disso, como o Big Data em Saúde é capaz de coletar e reunir informações de todas os hospitais, é possível estudar padrões epidemiológicos para antecipar surtos e epidemias ou mesmo a agudização de alguns casos; e customizando tratamentos de acordo com a suscetibilidade a uma determinada doença ou a resposta a um medicamento.

Chiavegatto afirma ainda que, com o PEP consolidado, a análise de dados será facilitada, ajudando a desenvolver a chamada medicina de precisão. Seu objetivo central é personalizar o atendimento, indicando, por exemplo, o melhor medicamento para cada organismo ou situação. “Hoje ainda tomamos remédios que não têm o efeito desejado. O futuro é preciso: será possível entender claramente a condição do paciente, verificando elementos como a influência da poluição do ambiente em que vive, os traços genéticos e a regularidade na prática de atividades físicas”, ressalta. Isso quer dizer que com a análise de uma gama maior de dados, os resultado serão mais seguros e o, tratamento, mais complexo e eficaz.

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