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Beneficência Portuguesa realiza transplante de pulmão

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O hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo, realizou um transplante de pulmão em um paciente de 53 anos portador de enfisema grave causada pelo cigarro. O paciente fez o transplante com a equipe do cirurgião de tórax da Beneficência, Dr. Vicente Forte e já está em casa passando bem. Segundo Dr. Forte, o enfisema é a indicação mais freqüente para o transplante ? e 80% dos pacientes sofrem da doença por causa do tabagismo, ou seja, o enfisema poderia ser evitado. ?A fibrose pulmonar idiopática (que não tem causa identificada), a fibrose cística e a hipertensão pulmonar são outras doenças que podem tornar o transplante necessário?, explica a pneumologista da equipe, Dra. Jaquelina Sonoe Ota.
A Beneficência Portuguesa foi o primeiro hospital privado em São Paulo a realizar a cirurgia, em abril de 1989, e hoje é o único que realiza todos os tipos de transplantes. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já ocupa a segunda posição em número de transplantes no mundo.
Para determinar se o paciente pode receber o órgão, é preciso que tenha o mesmo tipo sanguíneo, saber se há alguma infecção no órgão que será doado ? caso contrário será descartado, e também verificar se as medidas do pulmão são compatíveis às do paciente que irá recebê-lo. Segundo Dr. Forte, é muito grande o número de pulmões infectados,por isso a aceitação do órgão se limita a 20%. Mesmo assim, o prazo de espera não é tão longo quanto de outros órgãos, chegando a uma média de dois meses. Assim como o coração, o pulmão tem prazo máximo de isquemia (ausência de irrigação sanguínea) de 6 horas e a cirurgia dura de 4 a 6 horas.
Em consequência de vivermos bem com apenas um pulmão, os pulmões de um mesmo doador podem ir para dois receptores. É possível também fazer o transplante de apenas um lobo, ou seja, de uma parte do pulmão. Entretanto este tipo de cirurgia é menos frequente. ?No mundo há 16 mil transplantes de pulmão e apenas 150 são do lobo?, explica Dr. Forte.
A melhora da qualidade de vida do paciente que recebe o pulmão é extremamente significativa e a expectativa de sobrevida tende a pelo menos dobrar. Além da rejeição, o paciente precisa tomar muito cuidado com a infecção, porque os pulmões estão em contato constante com o meio ambiente.

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